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 12 novembro 2009
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Acnur lamenta expulsão de somalis do Djibouti (Português África)

O grupo foi socorrido no Mar Vermelho a 22 de Outubro e autorizado a desembarcar em Djibouti a 4 de Novembro; a agência da ONU diz ter provas de que os 40 somalis expulsos não queriam regressar a Mogadíshio devido aos confrontos que decorrem na cidade.

40 repatriados

40 repatriados

Carlos Araújo, da Rádio ONU, em Nova Iorque.


O Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, lamentou esta quarta-feira a decisão do governo do Djibouti de repatriar esta semana 40 somalis, incluindo mulheres e crianças, para Mogadishio.

O grupo foi socorrido no Mar Vermelho a 22 de Outubro e autorizado a desembarcar em Djibouti a 4 de Novembro.

Confrontos

Eles foram submetidos a um exame médico e foram alvo de um inquérito de segurança por uma equipa conjunta do órgão das Nações Unidas e da Agência Nacional de Refugiados do país do Corno de África.

Um processo de entrevistas para avaliar as suas necessidades de proteção também foi realizado.

O Acnur diz ter provas de que os 40 somalis não queriam regressar a Mogadíshio devido aos confrontos que decorrem na cidade.

Uma nota da agência das Nações Unidas destaca que durante muito tempo o Djibouti teve a reputação de ser um país acolhedor para refugiados e outras pessoas que necessitavam de protecção.

O órgão indica que o repatriamento forçado dos somalis pode vir a afectar essa imagem.