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Acnur lamenta expulsão de somalis do Djibouti (Português África)
O grupo foi socorrido no Mar Vermelho a 22 de Outubro e autorizado a desembarcar em Djibouti a 4 de Novembro; a agência da ONU diz ter provas de que os 40 somalis expulsos não queriam regressar a Mogadíshio devido aos confrontos que decorrem na cidade.
Carlos Araújo, da Rádio ONU, em Nova Iorque.
O Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, lamentou esta quarta-feira a decisão do governo do Djibouti de repatriar esta semana 40 somalis, incluindo mulheres e crianças, para Mogadishio.
O grupo foi socorrido no Mar Vermelho a 22 de Outubro e autorizado a desembarcar em Djibouti a 4 de Novembro.
Confrontos
Eles foram submetidos a um exame médico e foram alvo de um inquérito de segurança por uma equipa conjunta do órgão das Nações Unidas e da Agência Nacional de Refugiados do país do Corno de África.
Um processo de entrevistas para avaliar as suas necessidades de proteção também foi realizado.
O Acnur diz ter provas de que os 40 somalis não queriam regressar a Mogadíshio devido aos confrontos que decorrem na cidade.
Uma nota da agência das Nações Unidas destaca que durante muito tempo o Djibouti teve a reputação de ser um país acolhedor para refugiados e outras pessoas que necessitavam de protecção.
O órgão indica que o repatriamento forçado dos somalis pode vir a afectar essa imagem.



