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Crescimento de milhões de crianças ameaçado nos países pobres
Estudo do Unicef revela que a má nutrição contribui para mais de 1/3 de todas as mortes em crianças com menos de cinco anos nessas nações; amamentação exclusiva até os seis meses seguida de uma alimentação adequada pode reduzir a mortalidade infantil.
Carlos Araújo, da Rádio ONU, em Nova York*.
Cerca de 200 milhões de crianças com menos de cinco anos de idade sofrem de crescimento atrofiado nos países pobres em resultado de má nutrição infantil e materna.
A afirmação consta de um novo relatório do Fundo da ONU para a Infância, Unicef, divulgado nesta quarta-feira em Nova York.
Ameaças
O estudo, "Acompanhamento dos Progressos sobre Nutrição Materna e Infantil" indica que a má nutrição contribui para mais de 1/3 de todas as mortes em crianças com menos de cinco anos.
O documento diz que a má nutrição é muitas vezes invisível até tornar-se aguda e que as crianças que aparecem saudáveis podem estar em grave risco de ameaças sérias à saúde e ao desenvolvimento.
A diretora-executiva do Unicef, Ann Veneman, afirmou que a má nutrição reforça a gravidade das doenças. Ela disse que mais de 1/3 das crianças que morrem de pneumonia, diarreia e outras doenças poderiam ter sobrevivido se não estivessem malnutridas.
Capacidade
O estudo da agência da ONU indica que os 1 mil dias que vão da concepção ao 2º aniversário são os mais críticos para o desenvolvimento das crianças. Deficiências nutricionais nesse período podem reduzir a sua capacidade de sobreviver a doenças, além de afetarem as suas faculdades sociais e mentais.
No relatório, o Unicef afirma que amamentação exclusiva até os seis meses seguida de uma alimentação adequada pode reduzir a mortalidade infantil nos países pobres em cerca de 19%.
*Apresentação: Eduardo Costa, da Rádio ONU em Nova York.



