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 11 novembro 2009
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Malnutrição ameaça 200 milhões de crianças

Relatório do Unicef indica que os 1 mil dias que vão da concepção ao 2º aniversário, são os mais críticos para o desenvolvimento das crianças; deficiências nutricionais nesse período reduzem a sua capacidade de sobreviver a doenças, além de afectarem as suas aptidões sociais e mentais.

Crianças sofrem com a fome

Crianças sofrem com a fome

Carlos Araújo, da Rádio ONU, em Nova Iorque.

Cerca de 200 milhões de crianças com menos de cinco anos nos países pobres sofrem de crescimento atrofiado em resultado de malnutrição infantil e materna.

A afirmação consta de um novo relatório do Fundo da ONU para a Infância, Unicef, divulgado esta quarta-feira em Nova Iorque.

Grave Risco

O estudo, "Acompanhamento dos Progressos sobre Nutrição Materna e Infantil" indica que a malnutrição contribui para mais de 1/3 de todas as mortes em crianças com menos de cinco anos.

O documento diz que a malnutrição é muitas vezes invisível até tornar-se aguda e que as crianças que aparecem saudáveis podem estar em grave risco de ameaças sérias à sua saúde e desenvolvimento.

A directora-executiva do Unicef, Ann Veneman, afirmou que a malnutrição reforça a gravidade das doenças. Ela disse que mais de 1/3 de crianças que morrem de pneumonia, diarreia e outras doenças poderiam ter sobrevivido se não estivessem malnutridas.

Aptidões Mentais

O estudo da agência da ONU indica que os 1 mil dias que vão da concepção ao 2º aniversário, são os mais críticos para o desenvolvimento das crianças. Deficiências nutricionais nesse período podem reduzir a sua capacidade de sobreviver a doenças, além de afectarem as suas faculdades sociais e mentais.

No relatório, o Unicef afirma que amamentação exclusiva até os seis meses seguida de uma alimentação adequada pode reduzir a mortalidade infantil nos países pobres em cerca de 19%.