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FAO: batalha contra a fome pode ser ganha
Relatório da agência da ONU destaca progressos em 31 Estados, incluindo Angola, Moçambique e o Brasil; apesar dos resultados, o estudo realça que ainda existem cerca de 1 mil milhão de pessoas famintas no mundo.
Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova Iorque*.
A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, revela um declínio significativo no número de pessoas mal nutridas desde o início dos anos 90, em 31 dos 79 países monitorados por um estudo do órgão. Angola e Moçambique estão entre esses países.
O relatório 'Caminhos para o Sucesso', divulgado nesta quarta-feira, em Roma, na Itália, destaca os progressos alcançados por 16 nações, incluindo o Brasil, que já atigiram o objectivo de reduzir pela metade o número de famintos até 2015, ou estão no caminho certo para isso.
Batalha da Fome
Segundo o director-geral da agência da ONU, Jacques Diouf, esses exemplos transmitem uma mensagem de esperança de que a batalha contra a fome pode ser ganha.
O programa do governo do Brasil "Fome Zero", lançado em 2003, recebe uma menção especial do relatório da FAO. A iniciativa inclui a transferência de dinheiro para famílias pobres, principalmente em áreas rurais.
O estudo sugere quatro acções para o sucesso na luta para reduzir a fome: a promoção do crescimento económico e do bem-estar pessoal, mais investimentos na população pobre rural, assegurar a manutenção dos bons resultados e planear um futuro sustentável.
Número Histórico
Apesar da mensagem optimista do relatório, a FAO relembra que um número histórico de cerca de 1 mil milhão de pessoas continuam a passar fome no mundo.
Durante a apresentação do relatório, Jacques Diouf lançou uma campanha online e fez um apelo à população mundial para assinar uma petição para erradicar a fome.
*Apresentação: Carlos Araújo, Rádio ONU, Nova Iorque.



