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Mais de 21 mil já fugiram a confrontos tribais na RD Congo
Segundo o Acnur, os refugiados estão a viver numa extensão territorial ao longo do rio Oubangi, que separa os dois Congos; o conflito opõe as tribos Enyele e Munzaya, sobre direitos de pasto e pesca, na aldeia de Dongo, província do Ecuador, no norte.
Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.
O número de civis que fugiram para a República do Congo, ou Congo-Brazaville, para escaparam à violência tribal na República Democrática do Congo, ultrapassou os 21 mil na última semana.
Uma nota do Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, divulgada esta terça-feira, indica que as pessoas que fugiram aos confrontos estão agora a viver numa extensão territorial 160 km ao longo do rio Oubangi, que separa os dois Congos.
Aldeias Vizinhas
O conflito, que teve início em Março, opõe as tribos Enyele e Munzaya, sobre direitos de pasto e pesca, na aldeia de Dongo, província do Ecuador, no norte.
Na altura, mais de 200 casas foram queimadas e cerca de 1,2 mil residentes fugiram para o Congo-Brazaville.
De acordo com a agência das Nações Unidas, cerca de 60 pessoas morreram e mais de 40 ficaram gravemente feridas esta última semana quando os combates alastraram-se a aldeias vizinhas.
O Acnur disse que na passada quarta-feira confrontos forçaram mais de 21 mil pessoas, na sua maioria mulheres e crianças da tribo Munzaya, a fugirem para o Congo-Brazaville. Estimativas iniciais da agência apontavam para cerca de 16 mil refugiados.
Pilhagens
O porta-voz do órgão, Andrej Mahecic, disse a jornalistas em Genebra que os refugiados contaram a funcionários da ONU que estavam a fugir à tribo Enyele, que segundo relataram, foram de cabana em cabana pilhando, violando mulheres e matando.
Este fim de semana, o Acnur iniciou a distribuição de colchões, cobertores, redes mosquiteiras, utensílios de cozinha e comida.



