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 10 novembro 2009
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Crise alimentar continua a afectar países pobres

Relatório da FAO indica que 31 países continuam a enfrentar uma carência grave de alimentos, necessitando por isso de assistência de emergencia; a situação é particularmente preocupante na África Oriental, onde cerca de 20 milhões de pessoas precisam de ajuda alimentar.

Carência de alimentos

Carência de alimentos

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.


Os preços dos produtos alimentares nos países pobres que importam comida permanecem elevados apesar de uma boa produção de cereais a nível global, em 2009.

O alerta foi lançado esta terça-feira, em Roma, pela Organização da ONU para a Agricultura e Alimentação, FAO, no relatório "Perspectivas de Colheitas e Situação Alimentar".

Seca e Conflitos

A publicação do documento antecede a cimeira mundial sobre Segurança Alimentar, marcada para a próxima semana na capital italiana.

O relatório da FAO indica que 31 países continuam a enfrentar uma carência grave de alimentos, necessitando por isso de assistência de emergencia. A situação é particularmente preocupante na África Oriental, onde uma combinação de seca e conflitos afecta cerca de 20 milhões de pessoas.

Segundo a agência da ONU, os preços do milho e do trigo aumentarem em Outubro, apesar dos preços mundiais da comida terem caído de forma significativa nos últimos dois anos. O mesmo aconteceu em relação aos preços de exportação do arroz que permanecem a um nível mais elevado do que os praticados no período que antecedeu a crise.

O director-geral assistente da FAO, Hafez Ghanem, disse que a crise dos preços da comida ainda não terminou para as pessoas mais pobres do mundo que gastam cerca de 80% do seu orçamento familiar na alimentação.

Pobreza e Fome

Ele defendeu um aumento do investimento na agricultura nos países em desenvolvimento para combater a pobreza e a fome.

O relatório da agência das Nações Unidas revela que a produção de cereais na África Ocidental sofreu este ano uma queda em relação às boas colheitas de 2008. Na África Austral, os altos preços da comida persistem apesar de um bom ano agrícola em 2009.