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ONU defende resolução das causas profundas da crise na RD Congo
Enviado especial de Ban Ki-moon disse ao Conselho de Segurança que a paz nunca será duradoira e irreversível na região enquanto as causas profundas do conflito não forem resolvidas de forma eficaz.
Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.
O enviado especial do Secretário-Geral da ONU para a crise na região dos Grandes Lagos, o antigo presidente da Nigéria, Olusegun Obasanjo, disse que é preciso resolver as causas profundas do conflito no leste da República Democrática do Congo.
Obasanjo falava esta segunda-feira numa reunião aberta do Conselho de Segurança sobre a instabilidade naquela sub-região africana.
Ameaça de Guerra
Ele disse ao órgão que apesar de um abrandamento na crise que durante algum tempo ameaçou afectar toda a área, alguns dos factores que conduziram a pesados confrontos e estiveram na origem do deslocamento de milhares de civis ainda não foram solucionados.
O enviado de Ban Ki-moon destacou que a ameaça de guerra que pairou o ano passado sobre os Grandes Lagos foi revertida.
Mas Obasanjo afirmou que apenas os sintomas da crise foram enfrentados com êxito. Ele disse que a paz nunca será duradoira e irreversível enquanto as causas profundas do conflito não forem resolvidas de forma eficaz.
Cerca de 250 mil pessoas foram deslocadas o ano passado em resultado de confrontos entre as forças governamentias e a Cndp, um grupo rebelde tutsi liderado pelo general renegado, Laurent Nkunda. Elas juntaram-se às cerca de 800 mil que já se encontravam deslocadas na região.
Negociações
Meses de negociações, mediadas por Olusegum Obasanjo e pelo enviado especial da União Africana, Benjamin Nkapa, resultaram na assinatura de um acordo de paz no dia 23 de Março.
O enviado de Ban Ki-moon disse também ao Conselho de Segurança que informou o presidente congolês Joseph Kabila sobre a sua decisão de renunciar ao seu papel activo no processo de paz no leste do Congo e na região dos Grandes Lagos.



