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OMS pede ação para melhorar saúde das mulheres (Português Brasil)
Estudo da Organização Mundial da Saúde mostra que houve progressos consideráveis nas últimas décadas, mas que as sociedades continuam fracassando para atender o público feminino; ataques cardíacos e derrames são as doenças que mais matam mulheres.
Daniela Traldi, da Rádio ONU, em Nova York.
O setor de saúde precisa de medidas urgentes para melhorar as vidas de mulheres e meninas do mundo inteiro, do nascimento às idades mais avançadas.
A afirmação é da Diretora-Geral da Organização Mundial da Saúde, OMS, doutora Margaret Chan, durante lançamento nesta segunda-feira do relatório 'Mulheres e Saúde: Evidências de Hoje, Agenda de Amanhã', em Genebra, na Suíça.
Falhas
O estudo mostra que houve progressos consideráveis nas últimas décadas, mas que as sociedades continuam fracassando para atender as necessidades de saúde em momentos cruciais, em especial durante a adolescência e a velhice.
De acordo com a OMS, alguns serviços, como cuidados relacionados à gravidez, tem mais chances de serem tratados do que problemas como violência sexual e exames e tratamento para câncer cervical.
Muitos países com métodos de reprodução assistida tendem a focar exclusivamente em mulheres casadas, ignorando as necessidades das jovens e solteiras.
Segundo Margaret Chan ' está na hora de recompensar mulheres e meninas para que elas tenham os cuidados e apoio necessário para usufruir de um direito fundamental, o direito à saúde'.
A coordenadora da rede eletrônica em português da OMS, Regina Ungerer, disse à Rádio ONU, de Portugal, que a discriminação é um dos principais problemas enfrentados pelas mulheres.
"A mulher tem uma contribuição importante na economia, se a mulher tem um pouco mais de governança sobre a sua vida e sobre a vida da sua família, como o acesso à água potável, a um trabalho fora da casa e de acesso à educação, modifica e muito as condições da família", afirmou.
Mortes
Tuberculose, condições relacionadas à gravidez e o HIV estão entre as principais causas de morte entre mulheres de 15 a 45 anos.
No topo da lista estão ataques cardíacos e derrames, doenças consideradas tipicamente masculinas. O problema, de acordo com a OMS, é que as mulheres tem sintomas diferentes e geralmente são mal diagnosticadas.
Outro dado apontado no estudo revela que cerca de 80% dos serviços de saúde são oferecidos por mulheres, porém elas são mal remuneradas, pouco reconhecidas e não recebem apoio.



