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África Ocidental produz drogas sintéticas, diz Unodc
Estudo da agência da ONU mostra que o mercado desses estupefacientes está em constante transformação, com a aparição de novos 'produtos' todos os anos.
Daniela Traldi, da Rádio ONU, em Nova Iorque*.
Existem mais consumidores de drogas sintéticas no mundo do que usuários de heroína e cocaína juntos.
A conclusão é do Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime, Unodc, em estudo divulgado nesta quinta-feira no segundo volume do 'Global SMART Update', o relatório global mais actualizado desse mercado.
Anfetaminas
Segundo o documento, o problema maior é que as drogas sintéticas estão em constante transformação, com a aparição de novos produtos todos os anos.
De acordo com o Unodc, o estudo mostra mudanças na fabricação das drogas, no tráfico e no uso dos sintéticos.
Alguns produtos são a combinação de químicas existentes, outros são completamente recentes, como substâncias desenvolvidas a partir de anfetaminas.
Outro ponto de destaque do estudo vem da África Ocidental. A região era conhecida pelo tráfico de drogas vindas da América Latina e Europa, mas agora também está a produzir substâncias sintéticas, principalmente o ecstasy.
Matéria-prima e equipamentos utilizados na produção deste estupefaciente foram encontrados em duas localidades da Guiné-Conacri.
Governos Africanos
O estudo destaca que as descobertas para preparo em larga escala preocupam os governos africanos, que não estariam prontos para lidar com o problema.
O diretor-executivo da agência da ONU, Antonio Maria Costa, alertou que a África Ocidental está quase a se tornar numa fonte de drogas e não mais região de trânsito dessas substâncias.
*Apresentação: Carlos Araújo, Rádio ONU, Nova Iorque.



