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 6 novembro 2009
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Embaixadora do Brasil na ONU vai a África

Maria Luiza Ribeiro Viotti visita Addis-Abeba, na Etiópia, sede da União Africana e Abuja, capital da Nigéria; embaixadora também é presidente da estratégia da Comissão de Consolidação da Paz da ONU para a Guiné-Bissau.

Maria Luiza Ribeiro Viotti

Maria Luiza Ribeiro Viotti

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova York*.

A embaixadora do Brasil junto à ONU, Maria Luiza Ribeiro Viotti, inicia nesta segunda-feira uma visita ao continente africano que a levará a Addis-Abeba, na Etiópia, sede da União Africana e a Abuja, capital da Nigéria.

Em entrevista à Rádio ONU, ela disse que o objetivo da viagem é fortalecer as parcerias das Nações Unidas com a União Africana e com a Comunidade de Estados da África Ocidental, Cedeao, na consolidação da paz no continente.

Estratégia

A embaixadora brasileira visita os dois países como presidente da estratégia da Comissão de Consolidação da Paz da ONU para a Guiné-Bissau.

"A Cedeao está muito presente na Guiné-Bissau, assim como está a União Africana através do seu enviado especial, o ex-ministro das Relações Exteriores de Angola, João Miranda. Queremos estreitar ainda mais os laços e a cooperação com estas duas instâncias muito importantes para a consolidação da paz", disse.

Durante debate nesta quinta-feira do Conselho de Segurança sobre a Guiné Bissau, Viotti destacou a importância do combate à impunidade, como via para restabelecer a confiança no sistema judicial e contribuir para a reconciliação nacional.

A embaixadora brasileira disse à Rádio ONU que existe uma percepção generalizada de que progressos foram alcançados no país.

Apoio

"É um momento muito favorável que precisamos aproveitar e apoiar para que, de fato, sejam reforçadas as condições para a paz na Guiné-Bissau", disse.

O enviado especial da ONU à Guiné-Bissau, Joseph Mutaboba, disse ao conselho que as perspectivas para a estabilidade política na Guiné-Bissau são encorajadoras mas podem ser ameaçadas pelo tráfico de drogas e o crime organizado.

*Apresentação: Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova York.

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