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ONU debate relatório sobre Gaza
Mais de 30 oradores usarão da palavra durante a sessão que será concluída com a votação de um projecto de resolução que pede ao Secretário-Geral, Ban Ki-moon, para levar o relatório ao Conselho de Segurança.
Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.
A Assembleia-Geral da ONU debateu esta quarta-feira o relatório Goldstone
que acusa Israel e grupos rebeldes palestinianos de terem cometido crimes de guerra durante o conflito de Gaza, no início do ano.
Mais de 30 oradores usarão da palavra durante a sessão que será concluída com a votação de um projecto de resolução que pede ao Secretário-Geral, Ban Ki-moon para levar o relatório ao Conselho de Segurança.
Investigações Credíveis
O texto, patrocinado pelo Grupo Árabe no órgão e apoiado pelas 118 nações do Movimento dos Não-Alinhados, pede a Israel e aos palestinianos para realizarem investigações credíveis sobre os eventos num prazo de três meses.
O observador permanente da Autoridade Palestiniana na ONU, Riyad Mansour, instou a comunidade internacional a não tolerar acções ilegais, violações e crimes cometidos por Israel nos territórios ocupados.
A representante de Israel, a embaixadora Gabriela Shalev, reiterou a rejeição do relatório por parte do seu país, descrevendo-o de parcial, politizado e concebido com ódio.
Conflito de Gaza
Ela realçou ainda o direito de Estado hebraico de se defender do que descreveu de ataques terroristas palestinianos.
O relatório da missão de inquérito da ONU sobre o conflito em Gaza, chefiada pelo jurista sul-africano Richard Goldstone, foi aprovado o mês passado pelo Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, que na altura recomendou o seu debate pela Assembleia-Geral.



