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 4 novembro 2009
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Escravatura é obstáculo à prosperidade da Mauritânia

Relatora especial da ONU sobre Escravatura, Gulnara Shahinian, congratulou o país da África Ocidental por discutir abertamente o problema; ela recomendou algumas emendas à legislação existente para incluir uma definição mais clara do flagelo.

Gulnara Shahinian

Gulnara Shahinian

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.


A luta contra a escravatura na Mauritânia requer uma abordagem mais global e sustentada para combater a pobreza e todas as formas de discriminação a todos os níveis da sociedade.

A afirmação foi feita esta quarta-feira pela relatora especial da ONU sobre Formas Contemporâneas de Escravatura, Gulnara Shahinian, no final da sua visita àquele país da África Ocidental.

Direitos Humanos

Num comunicado divulgado na capital, Nouakchott, ela indicou que a falta de acção contra o flagelo poderá afectar a estabilidade, o desenvolvimento sustentável e a prosperidade da Mauritânia.

Durante a sua missão, Shahinian reuniu-se com vários membros do governo, organizações internacionais e ONGs e visitou comunidades em Atar, Rosso e Nouakchott. Ela encontrou-se com muitas pessoas que lhe disseram terem sido vítimas de práticas de escravatura.

A relatora da ONU destacou que essas vítimas foram privadas dos seus direitos humanos básicos.

Medidas Legais

Shahinian congratulou a Mauritânia por discutir abertamente o problema e elogiou as autoridades do país pelas medidas legais tomadas para erradicar todas as formas de escravatura.

Ela recomendou algumas emendas à legislação existente para incluir uma definição mais clara do flagelo e a implementação de programas sócio-económicos para assistir a reintegração das vítimas da escravatura na sociedade.


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