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OMS defende integração do HIV nos serviços de saúde sexual
Segundo a agência da ONU, um seropositivo que sofre de uma outra doença sexualmente transmissível transmite o vírus do HIV com maior facilidade.
Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.
Os esforços para reduzir a transmissão do vírus HIV terão mais êxito se os serviços de prevenção e tratamento do Sida forem integrados na saúde sexual e reprodutiva.
A afirmação consta de um artigo publicado esta terça-feira no último boletim da Organização Mundial da Saúde, OMS.
Alastramento
"O Reforço da Ligação entre Saúde Sexual e Reprodutiva e HIV" indica que o vírus e outras doenças sexualmente transmissíveis devem ser combatidas ao mesmo tempo porque favorecem o alastramento recíproco.
De acordo com a publicação da OMS, uma seropositiva que tenha herpes genital, por exemplo, transmite o vírus HIV com maior facilidade. Também é mais difícil tratar doenças sexualmente transmissíveis em pessoas infectadas com o vírus da Sida.
A coordenadora da rede electrónica em português da OMS, Regina Ungerer, disse à Rádio ONU, de São Paulo, que esta nova abordagem pode ajudar a quebrar um ciclo de contaminação que afecta principalmente as mulheres.
Tratamento Antiretroviral
"O maior transmissor do HIV hoje em dia é a relação sexual, homossexual ou heterossexual. Actualmente, o número de mulheres que se contaminam pelos seus maridos é enorme. O número de mulheres cresce mais do que o número das contaminações nos homens. A mulher contaminada transmite para o seu bebé ajudando a perpetuar o ciclo. Neste sentido, a Sida passa a ser uma importante componente na saúde sexual e reprodutiva. Por isso é que devem caminhar juntos" afirmou.
O artigo do boletim da OMS destaca que apesar dos enormes avanços alcançados na resposta ao HIV, incluindo tratamento antiretroviral para cerca de 4 milhões de pessoas, é preciso aumentar os esforços de prevenção e fornecer serviços de saúde sexual e reprodutiva para satisfazer as necessidades das pessoas que vivem com Sida.



