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 3 novembro 2009
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FAO quer nova agenda agropecuária na América Latina

Agência da ONU afirma que a participação do setor público tem sido fundamental para ajudar na recuperação econômica nas áreas rurais da região; desafio agora é ampliar crédito e atender a demanda do setor produtivo, que precisa de investimentos e financiamentos.

Incentivo agrícola

Incentivo agrícola

Daniela Traldi, da Rádio ONU, em Nova York.

A América Latina e o Caribe precisam de políticas públicas que dinamizem o mercado interno e incentivem o setor agrícola desses países.

A conclusão é da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, em comunicado divulgado nesta terça-feira em Santiago, no Chile, após a realização do seminário 'Crise Financeira e Financiamento Agropecuário e Rural na América Latina', no final de outubro.

Setor Rural

O seminário reuniu especialistas, executivos de instituições financeiras e formuladores de políticas públicas de mais de 10 países.

De acordo com a FAO, a participação do setor público tem sido fundamental para ajudar na recuperação econômica nas áreas rurais, e o papel do Estado é manter e defender a sustentabilidade social e financeira desse segmento sem esperar que os bancos cumpram esse papel.

O diretor de Políticas do Escritório Regional da FAO, Fernando Soto Baquero, disse à Rádio ONU, de Santiago, no Chile, que é necessário ampliar o crédito e estabelecer uma nova agenda agropecuária na região.

"A ampliação do crédito agrícola nas áreas rurais na América Latina depende de mudanças que deveriam haver na política agrícola, e não só na política financeira. O problema do financiamento da agricultura não é só um problema de disponibilidade de recurso. É também um problema de demanda dos produtores que não tem condições de pagar para obter crédito".

Alimentos

Segundo a FAO, os países que tinham setores financeiros públicos saudáveis e um sistema de proteção social bem equilibrado antes da crise, como o Brasil e o México, foram os que sobreviveram melhor aos impactos provocados pela recessão mundial.

Agora, em plena recuperação, a maioria dos países tem buscado aumentar a produção de alimentos básicos, como cereais, feijão e arroz mas é grande a debilidade no setor produtivo como resultado de políticas adotadas nos últimos 20 anos.

Para a FAO melhorar a gestão de riscos e tornar o mercado agropecuário mais transparente e competitivo são os principais desafios para o setor.