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Tribunal rejeita apelo de três ex-rebeldes na Serra Leoa (Português África)
Foi a primeira vez que um tribunal das Nações Unidas reconheceu o casamento forçado como um crime contra a humanidade. Os três réus eram também acusados de ataques contra capacetes azuis da ONU.
Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.
A Câmara de Apelo do Tribunal Especial da ONU para a Serra Leoa confirmou esta segunda-feria as acusações e sentenças de três ex-líderes do grupo rebelde, Frente Revolucionária Unida.
O antigo líder interino do movimento, Issa Hassan Sesay e o comandante Morris Kallon, respondiam a 16 acusações de crimes de guerra e contra a humanidade durante as atrocidades cometidas na guerra civil no país, que durou uma década. O antigo chefe de segurança do grupo, Augustine Gbao, era acusado de 11 crimes.
Casamento Forçado
Foi a primeira vez que um tribunal das Nações Unidas reconheceu o casamento forçado como um crime contra a humanidade. Os três réus eram também acusados de ataques contra capacetes azuis da ONU.
Sessay vai cumprir uma pena de prisão de 52 anos. Kallon foi condenado a 40 anos de cadeia enquanto Augustine Gbao terá de cumprir uma pena de 25 anos.
Durante o julgamento original em Abril último, os juízes do tribunal notaram que houve vítimas "mortas a tiro, espancadas até à morte, queimadas vivas, violadas, mutiladas e escravizadas".
Segurança
A confirmação das sentenças dos três antigos líderes rebeldes da Serra Leoa, feita esta segunda-feira em Freetown, marca o encerramento das actividades daquele tribunal especial da ONU no país africano.
O julgamento do antigo presidente da Libéria,Charles Taylor, pelo mesmo tribunal, foi transferido para Haia, na Holanda, por razões de segurança.



