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Remessas são cruciais para África
Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.
Migrantes africanos enviam todos os anos para os seus países remessas no valor de US$ 40 mil milhões, mas leis restritivas e impostos elevados reduzem o impacto desse montante no combate à pobreza.
A afirmação consta de um relatório "O envio de dinheiro para África" apresentado esta semana na abertura do Fórum Global sobre Remessas, em Tunis, capital da Tunísia.
Desenvolvimento
A reunião de dois dias foi organizada pelo Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola, Ifad e pelo Banco Africano de Desenvolvimento.
O volume de remessas globais atinge o valor de US$ 300 mil milhões por ano, um montante superior à combinação de investimentos estrangeiros directos e a ajuda ao desenvolvimento.
Mas enquanto os custos da tranferência de dinheiro baixaram de forma significativa na América Latina e na Ásia, eles continuam elevados no continente africano. Cerca de 25% do montante transferido é geralmente pago em impostos.
A ONU destaca que novas tecnologias, como telemóveis, e infraestruturas existentes, incluindo postos de correios, podem facilitar e reduzir os custos de remessas em África.
Numa entrevista à Rádio ONU, a partir de Tunis, Pedro de Vasconcelos, coordenador de Remessas do Ifad, falou sobre as oportunidades e desafios associados ao envio de dinheiro por parte de migrantes africanos.
Oiça e entrevista. Tempo total 5'53"



