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 23 outubro 2009
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Remessas são cruciais para África

Remessas para África

Remessas para África

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Migrantes africanos enviam todos os anos para os seus países remessas no valor de US$ 40 mil milhões, mas leis restritivas e impostos elevados reduzem o impacto desse montante no combate à pobreza.

A afirmação consta de um relatório "O envio de dinheiro para África" apresentado esta semana na abertura do Fórum Global sobre Remessas, em Tunis, capital da Tunísia.

Desenvolvimento

A reunião de dois dias foi organizada pelo Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola, Ifad e pelo Banco Africano de Desenvolvimento.

O volume de remessas globais atinge o valor de US$ 300 mil milhões por ano, um montante superior à combinação de investimentos estrangeiros directos e a ajuda ao desenvolvimento.

Mas enquanto os custos da tranferência de dinheiro baixaram de forma significativa na América Latina e na Ásia, eles continuam elevados no continente africano. Cerca de 25% do montante transferido é geralmente pago em impostos.

A ONU destaca que novas tecnologias, como telemóveis, e infraestruturas existentes, incluindo postos de correios, podem facilitar e reduzir os custos de remessas em África.

Numa entrevista à Rádio ONU, a partir de Tunis, Pedro de Vasconcelos, coordenador de Remessas do Ifad, falou sobre as oportunidades e desafios associados ao envio de dinheiro por parte de migrantes africanos.

Oiça e entrevista. Tempo total 5'53"

Pedro de Vasconcelos - parte 1

Pedro de Vasconcelos - parte 2