TBD
FAO alerta para febre suína africana na Rússia (Português Brasil)
Virus não é transmitido para seres humanos; agência da ONU afirma que a doença não tem ligação com o vírus A(H1N1), responsável pela atual pandemia de gripe entre humanos.
Daniela Traldi, da Rádio ONU, em Nova York.
A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, divulgou nesta quinta-feira um aumento preocupante de casos de febre suína africana, a ASF, em animais da Rússia.
As contaminações se espalham numa faixa de 2 mil quilômetros, com registros que agora também atingem o norte do país, até a cidade de São Petersburgo.
Alerta
A principal preocupação é que a febre, que não é transmitida para seres humanos, possa chegar a outras regiões da União Européia, leste europeu e países banhados pelo Mar Negro.
No pior cenário, segundo a FAO, a febre suína atingiria a Ásia Central e a China, que concentra a maior população mundial de porcos.
O vírus é de grande alcance local e ainda se espalha rapidamente em áreas geográficas bastante distintas pelo contato entre animais ou produtos infectados que mais tarde serão usados para alimentar os suínos.
De acordo com a agência da ONU, os países bálticos como Ucrânia, Belarus, Moldávia, Romênia e Bulgária são os mais ameaçados.
Gado Contaminado
A febre suína africana existiu por várias décadas na Península Ibérica, em países do Caribe e no Brasil, até sua eliminação no final dos anos 90.
Não existe vacina para a doença, que geralmente é erradicada pela eliminação do gado contaminado.
A FAO afirma que a febre suína africana não tem ligação com o vírus A(H1N1), responsável pela atual pandemia de gripe entre humanos.



