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 22 outubro 2009
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FAO alerta para febre suína africana na Rússia (Português Brasil)

Virus não é transmitido para seres humanos; agência da ONU afirma que a doença não tem ligação com o vírus A(H1N1), responsável pela atual pandemia de gripe entre humanos.

Febre suína na Rússia

Febre suína na Rússia

Daniela Traldi, da Rádio ONU, em Nova York.

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, divulgou nesta quinta-feira um aumento preocupante de casos de febre suína africana, a ASF, em animais da Rússia.

As contaminações se espalham numa faixa de 2 mil quilômetros, com registros que agora também atingem o norte do país, até a cidade de São Petersburgo.

Alerta

A principal preocupação é que a febre, que não é transmitida para seres humanos, possa chegar a outras regiões da União Européia, leste europeu e países banhados pelo Mar Negro.

No pior cenário, segundo a FAO, a febre suína atingiria a Ásia Central e a China, que concentra a maior população mundial de porcos.

O vírus é de grande alcance local e ainda se espalha rapidamente em áreas geográficas bastante distintas pelo contato entre animais ou produtos infectados que mais tarde serão usados para alimentar os suínos.

De acordo com a agência da ONU, os países bálticos como Ucrânia, Belarus, Moldávia, Romênia e Bulgária são os mais ameaçados.

Gado Contaminado

A febre suína africana existiu por várias décadas na Península Ibérica, em países do Caribe e no Brasil, até sua eliminação no final dos anos 90.

Não existe vacina para a doença, que geralmente é erradicada pela eliminação do gado contaminado.

A FAO afirma que a febre suína africana não tem ligação com o vírus A(H1N1), responsável pela atual pandemia de gripe entre humanos.