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ONU quer mais mulheres em processos de paz
O Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, disse que o tema é uma das principais prioridades da organização; ele disse que existem crescentes provas de que a presença de mulheres melhora a qualidade dos acordos alcançados e a sua implementação.
Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.
O Conselho de Segurança da ONU fez esta segunda-feria um pedido unânime a todos os países e organizações internacionais para aumentarem a participação de mulheres em todas as fases da resolução de conflitos e construção da paz.
Os 15 membros do órgão expressaram também profunda preocupação sobre o número reduzido de mulheres em processos de paz, particularmente na área de mediação de conflitos.
Principal Prioridade
Há nove anos, o conselho aprovou uma resolução em que apelava a um aumento da representação feminina a todos os níveis de tomada de decisões na prevenção, gestão e resolução de conflitos.
O Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, disse que o tema é uma das principais prioridades da organização.
Numa mensagem enviada esta segunda-feira à reunião do Conselho de Segurança, Ban disse que existem crescentes provas de que a presença de mulheres melhora a qualidade dos acordos alcançados e a sua implementação.
Ele indicou que mulheres colocam questões de género no centro da agenda e estabelecem critérios diferentes que tornam os acordos entre as partes mais eficazes.
O Secretário-Geral indicou ainda que a experiência sugere que a contribuição de mulheres em situações de pós-conflito pode ter um efeito decisivo na reconstrução das comunidades.
Ines Alberdi, do Fundo de Desenvolvimento da ONU para as Mulheres, Unifem, disse à reunião que mulheres representam menos de 10% dos participantes em negociações formais de paz.
Violência e Intimidação
Ban Ki-moon notou que nove anos após a adopção da resolução anterior, apenas 16 países adoptaram planos nacionais para a sua implementação.
A resolução aprovada esta segunda-feira destaca preocupação sobre violência e intimidação, falta de segurança e do estado de direito, discriminação cultural e estigmatização que limitam o envolvimento pleno de mulheres na resolução de conflitos.



