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Mais de 56 mil civis fogem de confrontos na RD Congo
Segundo o Acnur, algumas aldeias no leste do país ficaram desertas após os seus habitantes terem fugido para florestas vizinhas para escapar aos combates.
Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.
Cerca de 56 mil civis congoleses foram obrigados a deixar suas casas desde 12 de Julho após a última onda de violência no leste da República Democrática do Congo.
O porta-voz do Alto Comissariado para Refugiados, Andrej Mahecic, disse esta sexta-feira em Genebra, na Suiça, que eles fugiram para escapar à campanha militar em curso do exército governamental contra as Forças Democráticas de Libertação do Ruanda, Fdlr, de maioria hutu, e os seus aliados locais na província de Kivu Sul.
Desertas
Ele indicou que muitas aldeias na região de Uvira são referidas como estando desertas após os seus habitantes terem fugido para florestas vizinhas e outras áreas seguras.
O funcionário do departamento político da missão das Nações Unidas no país, Monuc, Hélder de Barros, disse à Rádio ONU, de Kinshasa, que o grupo Mai Mai é um dos aliados da Fdlr que aterroriza populações civis em Kivu Sul.
"Mai Mai é um grupo de auto-defesa que surgiu no leste do Congo durante o governo de Mobutu. Eles aparecem no quadro da luta pela posse da terra na região.
Agenda Política
A questão da terra arável é importante naquela área devido a uma forte densidade populacional. Mas com o andar do tempo, eles passaram a ter uma agenda política".
O Acnur disse que muitos residentes tentaram regressar às suas aldeias mas tiveram de fugir de novo na sequência de ataques do grupo rebelde hutu.



