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 9 julho 2009
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ONU pede apoio ao governo de transição na Somália (Português África)

Lynn Pascoe disse ao Conselho de Segurança que o governo está sob forte pressão militar de insurgentes apoiados por combatentes estrangeiros; ele apelou também ao reforço da missão da UA no país, Amisom.

Lynn Pascoe

Lynn Pascoe

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Subsecretário-geral da ONU para Assuntos Políticos, Lynn Pascoe, pediu o apoio da comunidade internacional para evitar o colapso do Governo Federal de Transição na Somália.

Falando esta quinta-feira num debate do Conselho de Segurança sobre o país, ele recomendou o apoio total ao governo que descreveu de autoridade legítima naquele Estado do Corno de África.

Momento Crítico

Pascoe apelou também aos doadores para cumprirem as promessas de financiamento feitas na recente conferência de Bruxelas, em Abril.

O responsável pelos assuntos políticos da ONU afirmou que a reunião ocorria num momento crítico para a Somália. Ele disse que a situação no país, particularmente na capital Mogadíscio, permanece frágil com o governo de transição sob forte pressão militar de insurgentes apoiados por combatentes estrangeiros.

Pascoe indicou que o mundo enfrenta uma escolha simples: ajudar o povo somali a ultrapassar a actual crise ou permitir o derrube do governo de unidade nacional por forças radicais.

Pirataria Marítima

Ele pediu à comunidade internacional para apoiar a missão de paz da União Africana no país, Amisom, com os recursos necessários para o cumprimento do seu mandato.

O Subsecretário-geral revelou ainda que Ban Ki-moon enviou a sua conselheira para questões legais ao Quénia para explorar possíveis iniciativas de combate à pirataria marítima.

A Somália não tem um governo central e funcional desde a queda do presidente Siad Barre em 1991. As Nações Unidas estimam que cerca de 3,2 milhões de pessoas, 40% da população, necessitam de assistência humanitária.