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Conflito afecta 76% da população congolesa
Pesquisa realizada recentemente pela Cruz Vermelha indica também que 47% perdeu um familiar e 28% conhece alguém que foi vítima de violência sexual.
Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.
O Comité Internacional da Cruz Vermelha indicou que os civis na República Democrática do Congo continuam a ser vítimas de numerosos crimes, incluindo violações sexuais, assassinatos, pilhagens e destruição de suas casas.
Numa nota emitida na quarta-feira, o órgão afirma que a situação humanitária e de segurança no leste do país tem vindo a agravar-se desde Maio.
Pesquisa
Uma pesquisa realizada recentemente pela Cruz Vermelha revela que 76% da população congolesa foi afectada directa ou indirectamente pelo conflito armado. O estudo indica também que 58% foi deslocada, 47% perdeu um familiar e 28% conhece alguém que foi vítima de violência sexual.
O órgão diz que apesar do conflito afectar principalmente as províncias de Kivu Norte e Sul, no leste, mais de 100 mil pessoas no sul começam a sentir-se ameaçadas pelo avanço dos confrontos. Muitas são referidas como tendo deixado as suas aldeias para procurar refúgio em áreas mais seguras.
O aumento de crimes de natureza sexual foi também sublinhado no último relatório do Secretário-Geral, Ban Ki-moon, sobre o país.
Desafios Complexos
No documento, enviado esta semana ao Conselho de Segurança, Ban afirma que a República Democrática do Congo continua a enfrentar desafios complexos.
Ele nota que operações militares contra grupos armados estrangeiros e movimentos rebeldes congoleses causaram ataques de retaliação contra populações civis.
Segundo dados da ONU, mais de 300 mil pessoas foram deslocadas por confrontos desde o início do ano na província de Kivu Norte.



