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 8 julho 2009
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OMS quer diminuir mortes por doenças não transmissíveis

Diabetes, câncer e ataques cardíacos matam cerca de 38 milhões de pessoas todos os anos. 80% dessas mortes ocorrem em países de rendimento baixo ou médio.

38 milhões morrem por ano

38 milhões morrem por ano

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova York*.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, lançou uma rede de organizações e especialistas para intensificar o combate contra doenças não transmissíveis no mundo. A iniciativa pretende reforçar parcerias globais e ajudar governos a implementar medidas para reduzir o impacto dessas doenças.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira durante reunião de alto nível do Conselho Econômico e Social da ONU, Ecosoc, que está sendo realizada em Genebra.

Metas do Milênio

Segundo a OMS, doenças não transmissíveis, ou não comunicáveis, como câncer, ataques cardíacos, trombose e diabetes, são responsáveis pela maior parcela das mortes. Apesar disso, não são prioridade na agenda mundial.

Os participantes do evento pediram à comunidade internacional que inclua indicadores sobre essas doenças no sistema de avaliação das Metas do Milênio.

A médica e coordenadora do boletim eletrônico da OMS em português, Regina Ungerer, falou à Rádio ONU, de Genebra, sobre a situação no Brasil.

Tuberculose

"O Brasil é um país extremamente diverso. A maioria da população vive na área urbana, mas há ainda muitas pessoas que vivem em zonas rurais, particularmente na região norte e centro oeste. O peso das doenças ditas de países ricos, as doenças não comunicáveis, é enorme no Brasil. Mas o país também tem um peso enorme de doenças infecciosas. A tuberculose é forte e a malária permanece um problema na região norte. O país vive estas duas situações", explicou.

Segundo a OMS, as doenças não transmissíveis matam cerca de 38 milhões de pessoas todos anos. 80% dessas mortes ocorrem em países de rendimento baixo ou médio.

A agência da ONU estima que a taxa de mortalidade dessas doenças vai sofrer um aumento de 17% nos próximos 10 anos, particularmente na África.

*Apresentação: Marco Alfaro, da Rádio ONU em Nova York .


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