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Deslocados em Mogadíscio ultrapassam 200 mil (Português África)
Segundo o Acnur, o aumento da violência na capital somali está a ter um impacto devastador na sua população que tem abandonado a cidade em massa; confrontos entre forças do governo e grupos islâmicos já duram há mais de oito semanas.
Carla Fernandes, da Rádio ONU em Nova Iorque.
O Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, disse esta terça-feira que o número de deslocados pelos confrontos em Mogadíscio, na Somália, atingiu os 204 mil.
As pessoas fogem de confrontos entre forças do governo e combatentes das milícias Al-Shabab e Hisb-ul-Islam que duram há oito semanas. Segundo a agência da ONU trata-se do maior exôdo da capital somali desde a intervenção da Etiópia em 2007.
Zonas Seguras
De acordo com fontes locais citadas pelo Acnur, só os confrontos da semana passada resultaram em 105 mortos e 382 feridos.
Residentes de áreas a norte da cidade, consideradas zonas seguras, viram-se obrigados a deixar as suas casas pela primeira vez desde o início da guerra civil na Somália em 1991.
Os deslocados têm-se dirigido para o corredor de Afgooye, a 30 quilómetros de Mogadíscio. A região já alberga mais de 400 mil vítimas de conflitos anteriores. No entanto, a maioria tem-se arriscado para regiões mais distantes como Galgaduud, Bay e Juba.
Dadaab
Apesar de a fronteira do Quénia estar oficialmente fechada e das autoridades quenianas não permitirem a entrada de refugiados no país, o número de pessoas a chegar aos campos de refugiados do Acnur situados próximos à fronteira a norte do país continua a subir.
O campo de refugiados de Dadaab abriga actualmente mais de 284 mil pessoas. Segundo a agência das Nações Unidas, o número real de novos deslocados é mais elevado uma vez que muitas pessoas se dirigem directamente para centros urbanos como Nairobi, Mombasa e Garissa.



