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 7 julho 2009
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Pillay pede investigação sobre mortes na China. (Português Brasil)

Alta comissária de Direitos Humanos também fez um pedido para os líderes das comunidades Uighurs e Han, e que as autoridades chinesas evitem reiniciar a onda de violência.

Navi Pillay

Navi Pillay

Marco Alfaro, da Rádio ONU em Nova York.



A alta comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, disse nesta terça-feira, em Genebra, na Suíça, que está alarmada com o grande número de mortos durante um protesto, no domingo, na cidade de Urumqi, na região de Xinjiang, noroeste da China.

O governo chinês informou que mais de 150 pessoas foram mortas e cerca de 800 feridas, em confrontos entre manifestantes Uighurs, muçulmanos de etnia turca, chineses da etnia Han e a polícia.

Investigação

Segundo agências de notícias, a situação na região permanece tensa.

Leia o boletim de Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York .

"Navi Pillay pediu nesta terça-feira a abertura de uma investigação independente para averiguar as causas do confronto em Urumqi.

Pillay também fez um pedido para que os líderes das comunidades Uighurs e Han e as autoridades chinesas mantenham a calma e evitem reiniciar a onda de violência, que causou perda de vidas.

A alta comissária de Direitos Humanos da ONU lembrou que o direito à liberdade de expressão de maneira pacífica precisa ser respeitado e também reconheceu que as autoridades tem o dever de manter a ordem pública.

Força Letal

Pillay acrescentou que é fundamental que as autoridades usem a força letal somente quando não existir outra forma de proteção à vida da população".

Segundo agências de notícias, o conflito em Urumqi aconteceu durante uma manifestação pedindo a independência da região de Xinjiang, que voltou a fazer parte da China em 1949 com a extinção do Turcomenistão do Leste.