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 6 julho 2009
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Crise pode afectar tratamento do HIV

Relatório conjunto do Onusida e Banco Mundial indica que já houve redução de antiretrovirais ou outro tipo de tratamento em vários países; regiões mais afectadas representam cerca de 60% da população mundial que recebe tratamento.

Tratamento mais difícil

Tratamento mais difícil

Carla Fernandes, da Rádio ONU em Nova Iorque*.

Programas de prevenção e tratamento do Sida vão ser afectados em 22 países da África, Caraíbas, Europa e Ásia Central devido à crise económica.

A afirmação consta de um relatório do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV-Sida, Onusida e do Banco Mundial publicado nesta segunda-feira.

Ajuda em Declínio

"Segundo o relatório, A Crise Económica Global e Programas de Prevenção e Tratamento do HIV: Vulnerabilidades e Impacto, agências em 71 países indicam que já houve redução de antiretrovirais ou de outro tipo de tratamento em oito países.

Em conjunto, estes representam 60% da população mundial a receber tratamento para o Sida.

O documento afirma que em algumas nações os custos do tratamento antiretroviral são demasiado elevados e difíceis de manter para a maioria da população. As redes comunitárias acabam por ser o único recurso para os mais pobres mas também estas estão a ser afectadas pela crise financeira ao ponto do colapso.

Medidas Urgentes

A maior parte destes programas dependem essencialmente de ajudas externas mas para 2009 não há previsões de cortes substanciais por parte dos doadores. No entanto, 40% dos países questionados para o relatório teme que a ajuda externa não aumente ou não se mantenha, uma vez que muitos dos programas terminam em finais de 2009 ou em 2010".

O Onusida e o Banco Mundial delinearam um conjunto de medidas urgentes a tomar para manter o acesso ao tratamento e prevenção do HIV durante e após a crise económica mundial.

*Apresentação: Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.