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Crise pode afectar tratamento do HIV
Relatório conjunto do Onusida e Banco Mundial indica que já houve redução de antiretrovirais ou outro tipo de tratamento em vários países; regiões mais afectadas representam cerca de 60% da população mundial que recebe tratamento.
Carla Fernandes, da Rádio ONU em Nova Iorque*.
Programas de prevenção e tratamento do Sida vão ser afectados em 22 países da África, Caraíbas, Europa e Ásia Central devido à crise económica.
A afirmação consta de um relatório do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV-Sida, Onusida e do Banco Mundial publicado nesta segunda-feira.
Ajuda em Declínio
"Segundo o relatório, A Crise Económica Global e Programas de Prevenção e Tratamento do HIV: Vulnerabilidades e Impacto, agências em 71 países indicam que já houve redução de antiretrovirais ou de outro tipo de tratamento em oito países.
Em conjunto, estes representam 60% da população mundial a receber tratamento para o Sida.
O documento afirma que em algumas nações os custos do tratamento antiretroviral são demasiado elevados e difíceis de manter para a maioria da população. As redes comunitárias acabam por ser o único recurso para os mais pobres mas também estas estão a ser afectadas pela crise financeira ao ponto do colapso.
Medidas Urgentes
A maior parte destes programas dependem essencialmente de ajudas externas mas para 2009 não há previsões de cortes substanciais por parte dos doadores. No entanto, 40% dos países questionados para o relatório teme que a ajuda externa não aumente ou não se mantenha, uma vez que muitos dos programas terminam em finais de 2009 ou em 2010".
O Onusida e o Banco Mundial delinearam um conjunto de medidas urgentes a tomar para manter o acesso ao tratamento e prevenção do HIV durante e após a crise económica mundial.
*Apresentação: Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.



