Rádio ONU

Clique Aqui

Links Úteis

Serviços

 6 julho 2009
Real Imprimir Compartilhar

Mundo precisa de US$ 1 bilhão para combater A(H1N1)

Ban Ki-moon disse que países em desenvolvimento são particularmente vulneráveis à epidemia; ele revelou que primeiras vacinas contra a doença estarão disponíveis em agosto.

Vacinas em agosto

Vacinas em agosto

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova York*.


As Nações Unidas estimam que o mundo vai necessitar de cerca de US$ 1 bilhão, cerca de R$ 1,9 bilhão, nos próximos seis meses para combater a epidemia de gripe A(H1N1).

O alerta foi lançado nesta segunda-feira em Genebra, na Suíça, pelo Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon.

Vacinas

Segundo a Organização Mundial da Saúde, OMS, mais de 95 mil casos de influenza já foram notificados a nível global, incluindo 429 mortes.

Ban disse que apesar do número de óbitos ainda ser reduzido, o impacto da doença sobre a saúde pública internacional é muito forte.

Ele afirmou que os países em desenvolvimento são particularmente vulneráveis à nova gripe, apelando ao envio de mais fundos para garantir o seu acesso às vacinas, medicamentos e outras medidas de resposta.

O Secretário-Geral revelou que as primeiras vacinas contra a gripe A(H1N1) deverão estar disponíveis em agosto.

Ban Ki-moon alertou ainda para a necessidade de monitorar a evolução do vírus, particularmente no Hemisfério Sul, onde está começando o inverno. Ele citou como exemplo a Argentina, onde a doença já matou mais de 40 pessoas.

Vírus

A médica e coordenadora do boletim eletrônico da OMS em português, Regina Ungerer, disse à Rádio ONU, de Genebra, que a imprevisibilidade do vírus justifica o alerta de Ban.

"O grande problema atual é que como no Hemisfério Sul vai estar começando o inverno e como não se sabe como é que este vírus vai se comportar, porque é um vírus novo, todo o alerta é importante para que se tomem cuidados e medidas preventivas. Pode ser que ele ganhe força e se torne mais virulento. Ninguém sabe neste momento como vai ser o padrão deste vírus. Porque atualmente a sua virulência é moderada", detalhou.

Segundo os últimos dados da OMS, a doença continua a se espalhar na América do Sul. O Brasil já notificou 737 casos, incluindo um óbito e a Argentina registrou 2485 casos e 60 mortes. O Chile é o país com maior número de casos: 7376, incluindo 14 óbitos.

*Apresentação: Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.