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Ban lamenta mortes na China
Ban Ki-moon disse que disputas devem ser resolvidas de forma pacífica; segundo agências de notícias, confrontos entre manifestantes Uighurs e a polícia na região de Xinjiang, fez mais de 140 mortos e 800 feridos.
Marco Alfaro, da Rádio ONU em Nova York.
O Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, expressou nesta segunda-feira, em Genebra, na Suíça, preocupação pelas mortes na China e pediu garantias de segurança para a população.
Segundo agências de notícias, confrontos entre manifestantes Uighurs, chineses da etnia Han e a polícia, no domingo, deixaram mais de 140 mortos e 800 feridos na cidade de Urumqi, na região de Xinjiang, noroeste da China.
Diálogo
Ban disse que a posição das Nações Unidas é de que qualquer diferença de opinião, seja nacional, ou internacional, deve ser resolvida pacificamente através do diálogo. Ele afirmou ainda que governos precisam ter cuidado extremo e tomar medidas necessárias para proteger a vida e segurança da população, a liberdade de expressão e de reunião.
Os Uighurs formam um grupo de 8 milhões de muçulmanos de etnia turca.
O conflito aconteceu durante uma manifestação pedindo a independência da região de Xinjiang, que voltou a fazer parte da China em 1949 com a extinção do Turcomenistão do Leste.
Multidão
Agências de notícias citam as autoridades chinesas segundo as quais os manifestantes carregavam facas, pedras e bastões e atacaram as forças de segurança, causando a destruição de 260 veículos e danificando mais de 200 lojas no centro Urumqi.
Os organizadores do protesto, citados pelas mesmas fontes, afirmam que 10 mil pessoas participaram da manifestação pacífica e que as mortes foram causadas pela polícia chinesa que disparou contra a multidão.



