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Crise afecta programas de planeamento familiar
Relatório conjunto do Unfpa e Banco Mundial indica que a actual crise económica dificulta o acesso a financiamentos para programas de saúde reprodutiva; mais de 500 mil mulheres morrem todos os anos durante a gravidez ou parto de problemas médicos evitáveis.
Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.
O planeamento familiar e outros serviços de saúde reprodutiva das mulheres foram relegados para segundo plano nos programas de desenvolvimento dos países pobres.
A afirmação consta de um relatório conjunto do Fundo da ONU para a População, Unfpa e o Banco Mundial, lançado na quarta-feira em Washington.
Saúde Materna
Números preliminares divulgados pelo Banco Mundial mostram que a ajuda global para a saúde aumentou de US$ 2,9 mil milhões em 1995 para cerca de US$ 15 mil milhões em 2007.
Durante o mesmo período, a ajuda para programas de saúde reprodutiva sofreu um aumento de um pouco mais de US$ 1 mil milhão.
O documento indica que a actual crise económica tornou ainda mais difícil o acesso a financiamentos para tais programas, colocando em risco o cumprimento da meta do milénio para saúde materna.
A directora executiva do Unfpa, Thoraya Obaid, disse que não é a ausência de conhecimentos que está a afectar progressos na área, mas sim a falta de vontade política para proteger a saúde e direitos das mulheres.
Gravidez
A agência da ONU estima que mais de 500 mil mulheres morrem todos os anos durante a gravidez e parto de problemas médicos evitáveis e tratáveis.
África é o continente com as taxas mais altas de mortalidade materna, pelo menos 100 vezes superiores às dos países ricos.
O Banco Mundial afirmou que as mulheres são sempre as primeiras a sofrer em períodos de crise.



