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 2 julho 2009
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Iraque poderá não cumprir tratado que proíbe minas (Português Brasil)

Ao assinar o Convenção sobre Proibição de Minas Antipessoais em 2008, o Iraque se comprometeu a nunca usar, produzir, comprar ou exportar minas antipessoais e outros artefatos explosivos.

Tratado de proibição

Marco Alfaro, da Rádio ONU em Nova York.

Um relatório de duas agências da ONU, apresentado nesta quarta-feira, em Bagdá, alertou sobre a possibilidade do Iraque não cumprir as obrigações referentes à Convenção sobre Proibição de Minas Antipessoais.

O documento "Panorama das Minas e Explosivos Remanescentes da Guerra no Iraque" foi elaborado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente iraquiano.

Compromisso

As agências indicam que ao assinar o tratado de Ottawa, em fevereiro de 2008, o Iraque se comprometeu a destruir os arsenais de minas nos próximos quatro anos e limpar os campos minados no país em 10 anos.

O Chefe de Operações do Serviço de Ação Contra Minas da ONU, Justin Brady, alertou sobre as dificuldades para a retirada de 20 milhões de minas e 2 milhões de bombas de fragmentação que permanecem enterradas no Iraque.

"O prazo do Iraque para completar a limpeza das minas antipessoais é até 2018. Então ainda faltam 9 anos, mas pelo progresso até o momento, o Iraque não conseguirá completar o trabalho. O atual progresso é um aviso de que é preciso mais esforços do governo e mais recursos para completar o trabalho".

As agências da ONU destacaram que o governo do Iraque e organizações internacionais conseguiram limpar uma área de 20 quilômetros quadrados.