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OMS anuncia novo tratamento para cegueira dos rios (Português África)
Três países africanos, Gana, Libéria e República Democrática do Congo, vão participar em testes clínicos de um novo medicamento para combater a doença; mais de 100 milhões de pessoas estão em risco de serem infectadas em África.
Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.
Testes clínicos vão ser lançados esta quarta-feira em três países africanos para avaliar a eficácia de um novo medicamento contra a oncocercose, ou cegueira dos rios, uma das principais causas infecciosas de cegueira em África.
Segundo uma nota da Organização Mundial da Saúde, o medicamento, moxidectin, tem o potencial para matar ou esterilizar os parasitas adultos que causam a doença.
Progressos Significativos
Cerca de 1,5 mil pessoas em quatro locais no Gana, Libéria e República Democrática do Congo participam nos testes que vão decorrer durante os próximos dois anos e meio.
O director do Programa Africano para o Controle da Oncocercose, Uche Amazigo, disse que a cegueira dos rios é uma doença devastadora que vem afectando cerca de 30 países africanos há séculos.
Mais de 100 milhões de pessoas estão em risco de serem infectadas em África e em algumas áreas das Américas e Iémen. Cerca de 35 milhões já contrairam a doença.
Actualmente, a doença é controlada pela ivermectina, um medicamento desenvolvido há cerca de 20 anos. O seu uso permitiu progressos significativos no controle da doença. Mais de 60 milhões de pessoas em África usam o medicamento todos os anos.
Ciclo de Transmissão
A nota da OMS diz, contudo, que a ivermectina não mata os parasitas adultos que causam a doença. A agência da ONU espera que o novo medicamento venha matar ou esterilizar os parasitas adultos, quebrando o ciclo de transmissão da infecção.
A cegueira dos rios é uma doença debilitante causada por um parasita transmitido pela picada da mosca negra.
A infecção conduz a lesões graves na pele, à deficiência visual e à cegueira. A cegueira irreversível causada pela oncocercose é a quarta causa mundial de cegueira evitável, logo a seguir à catarata, ao glaucoma e ao tracoma.



