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Crise afecta petróleo e diamantes em Angola (Português África)
Vice-ministro angolano da economia diz à Rádio ONU que o seu país tem bases sólidas para enfrentar a crise; comité das Nações Unidas afirma que cerca de 53 milhões de pessoas deverão cair este ano na pobreza extrema.
Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.
O comité da ONU que tem a tarefa de formar alianças no combate contra a fome no mundo disse que a crise financeira vai agravar a malnutrição entre os mais vulneráveis nos países pobres.
O alerta foi feito durante a cimeira das Nações Unidas sobre o impacto da crise económica no desenvolvimento, que termina esta sexta-feira em Nova Iorque.
Pobreza Extrema
O Comité da ONU sobre Nutrição, Unscn, na sua sigla em inglês, pediu aos governos para continuarem a investir em programas que aumentam a produtividade dos pequenos agricultores.
O órgão disse que cerca de 53 milhões de pessoas deverão cair este ano na pobreza extrema, em resultado das actuais projecções de redução de 1,7% na taxa global de crescimento económico.
O vice-ministro angolano da economia, Job Graça, que participa na cimeira, disse à Rádio ONU, que o seu país está preparado para enfrentar o impacto da crise económica.
Investimento Privado
"A economia angolana nos últimos três anos cresceu a uma taxa média de cerca de 19%,conheceu uma inflação média de cerca de 12% e um superavit orçamental de 10%. Estes fundamentos são robustos e tornaram Angola um país atractivo para o investimento privado. Os efeitos da crise financeira e económica internacional fizeram-se sentir particularmente nos sectores petrolífero e diamantífero".
A cimeira da ONU sobre as crises financeira e económica termina esta sexta-feira em Nova Iorque.



