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 26 junho 2009
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Crise afecta petróleo e diamantes em Angola (Português África)

Vice-ministro angolano da economia diz à Rádio ONU que o seu país tem bases sólidas para enfrentar a crise; comité das Nações Unidas afirma que cerca de 53 milhões de pessoas deverão cair este ano na pobreza extrema.

Petróleo afectado

Petróleo afectado

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O comité da ONU que tem a tarefa de formar alianças no combate contra a fome no mundo disse que a crise financeira vai agravar a malnutrição entre os mais vulneráveis nos países pobres.

O alerta foi feito durante a cimeira das Nações Unidas sobre o impacto da crise económica no desenvolvimento, que termina esta sexta-feira em Nova Iorque.

Pobreza Extrema

O Comité da ONU sobre Nutrição, Unscn, na sua sigla em inglês, pediu aos governos para continuarem a investir em programas que aumentam a produtividade dos pequenos agricultores.

O órgão disse que cerca de 53 milhões de pessoas deverão cair este ano na pobreza extrema, em resultado das actuais projecções de redução de 1,7% na taxa global de crescimento económico.

O vice-ministro angolano da economia, Job Graça, que participa na cimeira, disse à Rádio ONU, que o seu país está preparado para enfrentar o impacto da crise económica.

Investimento Privado

"A economia angolana nos últimos três anos cresceu a uma taxa média de cerca de 19%,conheceu uma inflação média de cerca de 12% e um superavit orçamental de 10%. Estes fundamentos são robustos e tornaram Angola um país atractivo para o investimento privado. Os efeitos da crise financeira e económica internacional fizeram-se sentir particularmente nos sectores petrolífero e diamantífero".

A cimeira da ONU sobre as crises financeira e económica termina esta sexta-feira em Nova Iorque.