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 25 junho 2009
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Países latino-americanos debatem censos e etnia

Encontro organizado por Unifem em Brasília apresenta mudanças nos censos nacionais em Cuba, Bolívia, Costa Rica e Brasil entre outros; segundo especialista, dados sobre população de afrodescendentes é primeiro passo para melhorar índices de qualidade de vida.

População afrodescendente

População afrodescendente

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

Representantes dos países latino-americanos estão reunidos em Brasília para debater a inclusão de dados desagregados sobre raça e etnia nas Américas e no Caribe.

O Seminário Internacional de Dados Desagregados por Raça e Etnia da População Afrodescendente na região está analisando propostas de mudanças nos censos nacionais que ainda não contêm informação sobre a população negra.

Informação

De acordo com o Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para Mulheres, Unifem, que está organizando o evento, apenas nove dos 19 países latino-americanos têm bases de dados sobre afrodescendentes.

A coordenadora-executiva do Unifem, Maria Inês da Silva Barbosa, disse à Rádio ONU, de Brasília, que sem informação é impossível levar melhores indicadores sociais a esta parte da população.

"A estimativa para 2010 é que passemos a ser a maioria da população brasileira. Só que não somos a maioria na universidade, somos a maioria dos desempregados, temos os indicadores de mortalidade mais perversos.

Conferência

É importante conhecer os dados para levar ao que justificou, no caso brasileiro e em muitos países da região, à criação de uma Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial", disse.

Vários países realizarão censos nacionais em 2010 entre eles: Brasil, Argentina, Bolívia, Costa Rica, Cuba e República Dominicana.

Ainda nesta quinta-feira, Brasília abriga a 2ª. Conferência Nacional de Igualdade Racial. O encontro, que conta com 1,5 mil participantes, é apoiado pelo Grupo de Trabalho da ONU sobre Gênero e Raça.

*Apresentação: Eduardo Costa, da Rádio ONU em Nova York.