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 24 junho 2009
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Mundo tem menor produção de cocaína dos últimos 5 anos (Português Brasil)

Relatório da ONU sugere que queda foi de 15% com produção global de 845 toneladas; maconha continua sendo droga mais cultivada e consumida do mundo, mas efeitos nocivos são maiores do que se pensava.

Cultivo de coca

Cultivo de coca

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.




Um estudo do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime revela que, em 2008, a produção de cocaína em todo o mundo foi a mais baixa dos últimos cinco anos.

Segundo o Relatório Mundial sobre Drogas 2009, publicado nesta quarta-feira, em Washington, foram produzidas 845 toneladas, uma queda equivalente a 15% se comparado ao ano anterior.

Maconha Mais Nociva

A Colômbia, que concentra mais da metade da produção global de cocaína, registrou uma redução de 28%.

De acordo com o documento, a maconha continua sendo a droga mais cultivada e consumida de todo o mundo. Mas segundo o estudo, ela é mais nociva do que se imaginava.

Especialistas dizem que o componente danoso da droga, conhecido como THC, quase dobrou na última década, na América do Norte.

Bolívia e Peru

O representante do Unodc no Brasil, Bo Mathiasen, falou à Rádio ONU, de Brasília sobre o aumento dos efeitos nocivos da maconha.

"Hoje em dia, as autoridades mundiais estão cada vez mais conscientes de que a maconha é uma droga perigosa. Outro fator nisso é que os traficantes começaram a criar plantas que tinham um THC maior e mais forte. Isso então atua na mente e na pessoa de uma maneira mais agressiva e mais forte e isso causou mais problemas para os usuários", disse.

Segundo o diretor-executivo do Unodc, Antonio Maria Costa, o mercado global de cocaína movimenta US$ 50 bilhões, o equivalente a quase R$ 100 bilhões. Apesar da tendência de queda global, Bolívia e Peru registraram um aumento na produção.

Costa lembrou ainda a clara ligação entre drogas e crime ao comentar o aumento nos índices de violência no México por causa do narcotráfico.

Uma das maiores preocupações da agência da ONU é o aumento no consumo de substâncias do tipo anfetamina, conhecidas como ATS.

Governos

O Brasil é o país com a maior taxa de prevalência na América do Sul. Já na África, Nigéria e África do Sul estão no topo da lista.

A agência da ONU recomenda melhorias nas políticas de enfrentamento das drogas em todos os países. De acordo com o chefe do Unodc, Antonio Maria Costa, quem é dependente de droga precisa de acesso universal ao tratamento.

O relatório também revela que para combater o problema, os governos precisam aderir a tratados internacionais contra o crime organizado.