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Genoma bovino melhora qualidade de alimentos
Agência da ONU disse que mapeamento completo da composição genética do mamífero ajudará fazendeiros a selecionar o gado para cada função, como produzir leite e carne de alta qualidade ou resistir doenças específicas.
Michelle Alves de Lima, da Rádio ONU em Nova York*.
A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, e a Agência Internacional de Energia Atômica, Aiea, informaram que a descoberta do genoma bovino deverá ajudar a melhorar a produção de alimentos.
O anúncio conjunto foi feito na semana passada após seis anos de estudos para mapear o genoma. A FAO e a Aiea participaram da pesquisa que incluiu 300 cientistas de 25 países.
Seleção
A descoberta vai permitir a fazendeiros selecionar o gado específico para cada função, como produzir leite e carne de alta qualidade ou resistir doenças específicas.
De acordo com o responsável pela seção de Saúde e Produção Animal da junta da FAO/Aiea, Gerrit Viljoen, o genoma bovino facilitará a identificação de doenças genéticas e dos genes responsáveis por características como imunidade a doenças e tolerância ambiental.
Razões
O primeiro mapeamento completo custou US$ 53 milhões, pouco mais de R$ 103 milhões.
Hoje, existem mais de 800 raças de gado, selecionadas para diferentes razões sociais, econômicas e até religiosas.
Durante a pesquisa, cientistas descobriram uma grande diversidade genética entre animais da mesma raça, maior do que a encontrada em humanos e cães.
*Apresentação: Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.



