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 4 junho 2009
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Portugal intensifica campanha na ONU

Ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, diz que país pode ajudar a facilitar o diálogo político em várias partes do mundo; eleição para o Conselho de Segurança para o biênio 2011-2012 será no próximo ano .

Luís Amado

Conselho de Segurança

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.


O governo de Portugal está intensificando sua campanha a um assento rotativo no Conselho de Segurança da ONU.

Na terça-feira, o ministro português das Relações Exteriores, Luís Amado, esteve em Nova York para discutir o tema com representantes de vários países-membros da organização.

Guiné-Bissau e Somália

Ele também se reuniu com o Secretário-Geral, Ban Ki-moon, com quem falou sobre a situação na Guiné-Bissau, a pirataria na costa da Somália e o papel da língua portuguesa no mundo.

Nesta entrevista exclusiva à Rádio ONU, Luís Amado, disse que a atuação de Portugal no cenário internacional é resultado de laços de amizade que vão das Américas à Ásia.

Luís Amado

Luís Amado

"Portugal é um país com grande responsabilidade no sistema internacional desproporcionada ao peso que tem, quer na economia mundial quer no sistema internacional, porque tem de fato uma referência histórica de presença e de relação com muitas regiões e muitos povos. Na América Latina, nas Caraíbas (Caribe), em todas as costas africanas, na Ásia, no Golfo Pérsico e na Europa", disse.

Diálogo

Para o ministro Luís Amado, o contato de Portugal com outros povos e a tolerência do país podem ajudar no diálogo com um mundo cada vez mais globalizado.

"É um país também capaz de facilitar os processos de diálogo, de concertação política, que o mundo que aí vem e cada vez mais exige. Não é um país fechado sobre uma ideia, uma concessão ideológica do Ocidente, mas um país que integrou na sua maneira de estar no mundo, enorme experiência que recolheu durante séculos de contato com todos os povos do mundo praticamente", explicou.

As eleições ao Conselho de Segurança são realizadas para mandatos de dois anos para assentos não-permanentes. Este ano, o Brasil também está concorrendo a uma cadeira para o biênio de 2010-2011.

O órgão da ONU tem cinco assentos permanentes ocupados por China, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha e Rússia.

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