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 2 abril 2009
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ONU pede mais informação e compreensão sobre autismo

Numa mensagem para marcar o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, Ban Ki-moon diz que as pessoas têm direito à vida plena e produtiva.

Maristela Monteiro e os filhos

Maristela Monteiro e os filhos

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.




O Secretário-Geral das Nações Unidas disse que o mundo precisa promover mais informação e uma compreensão positiva sobre o autismo.

Segundo especialistas, a doença afeta a maneira com os indivíduos se comunicam e interagem, e atinge cerca de 35 milhões de pessoas em todo o mundo.

Esforços Internacionais

Numa mensagem para marcar o Dia Mundial de Conscientização sobre Autismo, neste 2 de abril, Ban Ki-moon disse que ao proclamar a data, no ano passado, a Assembleia Geral da ONU ajudou a galvanizar esforços internacionais para promover mais informação.

A médica da Organização Pan-Americana da Saúde, Maristela Monteiro, disse à Rádio ONU que uma criança com autismo pode viver em condições normais como qualquer outra.

Nesta entrevista, de Washington, ela contou como é sua rotina com o filho Leonardo, de seis anos, que foi diagnosticado com autismo aos 2 anos e meio de idade.

"Dá muito mais trabalho porque cada comportamento que você quer ensinar tem que ser feito passo a passo, tem que ser dentro da maneira como ele pode entender. É um trabalho bastante cansativo. Ele é bastante ativo. E ao mesmo tempo você tem que tratá-lo o mais normalmente possível. Não pode proteger demais e nem tratar especialmente, justamente porque ele tem uma irmã que não tem problemas e não pode se sentir recebendo menos atenção porque ela não tem um problema", disse.

Segundo a organização Autismo Fala, nos Estados Unidos, a cada 20 minutos uma criança é diagnosticada com a doença.

A data foi instituída pela Assembleia Geral a pedido da Missão do Catar nas Nações Unidas.