ONU condena alta em número de civis mortos e feridos na Síria

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Em comunicado, alto comissário de direitos humanos, Zeid Al Hussein citou casos em Ghouta Oriental e em Idlib, que são alvos de bombardeios e ataques por terra.

Zeid Al-Hussein. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Monica Grayley, da ONU News em Nova Iorque.

As áreas em Ghouta Oriental, na Síria, estão sendo atacadas de dia e de noite. E desde 31 de dezembro, pelo menos 85 moradores foram mortos em bombardeios ou ofensivas por terra. A cidade fica nos arredores da capital, Damasco.

O alerta foi feito pelo alto comissário de direitos humanos da ONU, Zeid Al Hussein, em comunicado divulgado nesta quarta-feira, em Genebra.

Leis

Ele condenou o aumento no número de casos de mortos e feridos em Ghouta Oriental e Idlib, e lembrou que todas as partes do conflito têm de respeitar as leis internacionais que fazem a diferença entre alvos civis e militares.

Zeid contou que 2 milhões de pessoas em Idlib estão numa situação preocupante. Forças do governo e aliadas enfrentam os grupos armados de oposição. Dezenas de milhares de moradores foram obrigados a fugir do fogo cruzado.

Somente em Ghouta Oriental, 183 pessoas ficaram feridas desde o início deste ano. Pelo menos duas instalações de saúde foram bombardeadas e um médico foi morto na ação que inviabilizou o funcionamento de uma das clínicas.

Casos urgentes

Já na terça-feira, novos bombardeios e ataques por terra mataram pelo menos 13 moradores de Hamourya, que é controlada pela oposição. Dentre os mortos estão sete crianças.

O alto comissário da ONU afirmou que ataques da oposição também afetam áreas residenciais. No último dia 4, um foguete alvejou um local próximo a uma padaria matando uma mulher e ferindo 13 pessoas.

Para Zeid, a falha em evacuar casos urgentes, como doentes e feridos, do leste de Ghouta contrariam as normas internacionais de socorrer os feridos.

Tanto Idlib como Ghouta Oriental são consideradas áreas de redução de confrontos, previstas em acordos anunciados em maio nas negociações de Astana por Irã, Rússia e Turquia. O objetivo é suspender a violência e iniciar ações humanitárias.

Zeid encerrou o comunicado pedindo a todos que respeitem a lei internacional de proteção dos civis e que concedam acesso livre a agências humanitárias para fazer chegar a ajuda a quem precisa. Segundo ele, 390 mil pessoas em Ghouta Oriental estão vivendo sob certo há quatro anos.

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