Conselho de Segurança deve fazer reunião de emergência sobre o Irã

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Encontro está previsto para a tarde desta sexta-feira; especialistas da ONU em direitos humanos extremamente preocupados com mortes de mais de 20 pessoas e centenas de detidos durante protestos no país.

Bandeira do Irã. Foto: ONU/Loey Felipe

Leda Letra, da ONU News em Nova Iorque. 

A situação no Irã deve ser debatida pelo Conselho de Segurança nesta sexta-feira, a partir das 15h, horário local em Nova Iorque. A expectativa é de que a reunião de emergência tenha a participação do secretário-geral assistente de Assuntos Políticos da ONU, Tayé-Brook Zerihoun.

Também nesta sexta-feira, um grupo de relatores* de direitos humanos fez um apelo conjunto para que seja respeitada a demanda dos manifestantes do Irã, que pedem "liberdade e padrões de vida adequados".

Mortes 

Os especialistas da ONU estão "extremamente preocupados com relatos sobre a morte de mais de 20 pessoas, incluindo crianças, além de centenas de detenções em todo o país".

Em uma nota conjunta, os relatores afirmam que estão "perturbados com a forma com que as autoridades respondem aos protestos" e compartilham a mesma preocupação de grupos da sociedade civil do Irã em relação ao que acontecerá com os detidos.

Os especialistas da ONU querem que sejam divulgados os nomes e os paradeiros dos que foram presos e pedem que eles tenham acesso imediato as suas famílias e ao aconselhamento legal.

Violência 

Os relatores destacam que a orientação do governo para que a Guarda Revolucionária "bata nos manifestantes e as ameaças do Judiciário de punições pesadas são inaceitáveis".

Na nota conjunta, eles pedem às autoridades do Irã para exercerem precaução máxima e limitar o uso da força ao mínimo possível, além de respeitarem os direitos humanos dos manifestantes, incluindo a liberdade de expressão.

Existe também a preocupação com relatos de que o governo bloqueou acesso a redes sociais e à internet nos celulares. Os relatores explicam que isso constitui uma "séria violação de direitos fundamentais" e condenam "o controle e a censura de informação".

*A nota é assinada por Asma Jahangir, relatora especial da ONU sobre a situação de direitos humanos no Irã; David Kaye, relator especial sobre direito à liberdade de opinião e de expressão; Agnes Callamard, relatora especial sobre execuções extrajudiciais, sumárias ou arbitrárias e Michel Forst, relator especial sobre a situação dos defensores de direitos humanos. Os relatores da ONU trabalham de forma voluntária, sem receber salário.

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