Agências da ONU ajudam a treinar tripulação contra tráfico humano

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Guia da Organização Internacional de Aviação Civil e do Escritório de Direitos Humanos traz informações sobre como identificar possíveis vítimas do crime, desconfiar de documentos falsificados, e de passageiros acompanhados sem liberdade de expressão, entre outros pontos.

Menina que resgatada do tráfico humano e fotografada num centro apoiado pelo Unicef. Foto: Unicef/ UNI121794 / Dormino.

Monica Grayley, da ONU News em Nova Iorque.

Duas agências da ONU uniram forças para ajudar a combater o tráfico de seres humanos. Um guia sobre o tema deve ser lançado em março.

A iniciativa baseia-se no Plano de Ação Global para Combater o Tráfico de Pessoas, que foi adotado pela Assembleia Geral em 2010.

Casos

No ano passado, a Organização Internacional do Trabalho, OIT, divulgou que mais de 40 milhões de pessoas em todo o mundo haviam sido submetidas a trabalho forçado ou a práticas de escravidão moderna.

Em 2016, o Escritório da ONU sobre Drogas e Crime, Unodc, revelou que a maioria das vítimas de tráfico humano era composta de mulheres.

No guia, compilado pela Organização Internacional de Aviação Civil, Icao, e pelo Escritório de Direitos Humanos, as duas agências ajudam a preparar a tripulação a identificar os casos de tráfico de pessoas.

Bilhete

Numa das histórias, a comissário de bordo da Alaska Airlines contou a jornalistas que ajudou uma menina a se libertar de um caso de tráfico ao passar um bilhete à vítima oferecendo ajuda. O piloto da aeronave foi informado e quando o avião aterrissou em São Francisco, a polícia já estava no aeroporto à espera do criminoso.

O tráfico humano é considerado a terceira atividade ilegal mais lucrativa do planeta, após a venda de armas, e de drogas. Nesse crime, todos são vítimas: homens, mulheres e crianças.

Com o guia da Icao e do Escritório de Direitos Humanos, integrantes da tripulação aprenderão como identificar possíveis casos e avisar à polícia.

Dentre os pontos a serem observados estão o fato de a pessoa não carregar o próprio passaporte ou ter documentos falsos, o viajante desconhece o seu destino final, não é autorizado a falar por si, e não tem liberdade de locomoção.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 16 DE JANEIRO DE 2018
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