Sudão do Sul: Conselho de Segurança instado a fazer mais pelo fim do conflito

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Participaram da sessão, nesta quinta-feira, os chefes do Departamento de Operações de Paz, Jean Pierre Lacroix, e de Assistência Humanitária, Mark Lowcock.

O subsecretário-geral do Departamento de Operações de Paz da ONU, Jean-Pierre Lacroix. Foto: ONU/Rick Bajornas

Manuel Matola da ONU News em Nova Iorque.

O Conselho de Segurança da ONU debateu a situação do conflito no Sudão do Sul e recebeu um pedido para fazer mais na proteção de civis do país e pelo fim da violência.

A sessão, desta quinta-feira, contou com o subsecretário-geral do Departamento de Operações de Paz da ONU, Jean-Pierre Lacroix, que pediu uma "solução política urgente" do Conselho de Segurança para o conflito sul-sudanês.

Violações dos direitos

Lacroix mostrou-se preocupado com milhares de civis, e disse que eles estão a passar fome e ser vítimas de violações dos direitos humanos e do direito internacional humanitário.

O subsecretário-geral considerou importante um diálogo que ajude a implementação do acordo de paz, e disse que o processo tem que ser transparente, genuíno e inclusivo entre os atores chaves no conflito.

Já o subsecretário-geral para Assuntos Humanitários, Mark Lowcock, também presente ao encontro, citou casos de abusos a civis que teriam sido realizados pelas forças do governo como também da oposição, além de grupos criminosos com interesses económicos.

Alimentos

Lowcock assinalou que, nas últimas semanas, forças governamentais e da oposição no Sudão do Sul envolvidas no conflito impediram a distribuição de alimentos aos civis que necessitam de ajuda humanitária.

Uma outra preocupação é com a insegurança. Pelo menos 95 trabalhadores humanitários foram mortos. Ao todo, 2 milhões de sul-sudaneses tiveram que fugir de suas casas.

Algumas procuraram proteção junto da Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul.

Na semana passada, seis trabalhadores de ajuda de Organizações Não- Governamentais, ONGs, que cooperaram com o Programa Mundial de Alimentos foram mortos num ataque no município local, que  matou quase 40 civis.

Risco de vida

O Ocha diz que a brutal realidade da situação económica do Sudão do Sul coloca os alimentos fora do alcance de muitos cidadãos e que a segurança dos civis está em risco.

Até ao final do ano, 1,2 milhões de pessoas, quase o dobro do ano passado, correm risco de enfrentar insegurança alimentar.

No início de 2018, metade da população irá depender de alimentos de emergência.
Apesar de a ONU ter conseguido conter o alastramento de fome este ano, as necessidades da população devido à fome persistem.

Apenas uma em cada dez pessoas tem acesso a saneamento básico que ajuda a prevenir doenças mortais. Metade das escolas do país estão a funciona e 2 milhões de crianças não estudam.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 12 DE DEZEMBRO DE 2017
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