Subsecretário-geral visita Coreia do Norte e deixa "porta entreaberta" ao diálogo

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Chefe dos Assuntos Políticos disse ao Conselho de Segurança que diplomacia de Pyongyang admite que a presente situação na Península Coreana é a mais tensa e perigosa questão de paz e segurança no mundo atual.

Jeffrey Feltman. Foto: ONU/Evan Schneider

Eleutério Guevane, da ONU em Nova Iorque.

O subsecretário-geral das Nações Unidas para os Assuntos Políticos informou o Conselho de Segurança sobre a sua visita à Coreia do Norte em reunião a portas fechadas. O encontro decorreu esta terça-feira, uma semana depois da sua chegada a Pyongyang.

Após o encontro, Jeffrey Feltman disse a jornalistas que "o tempo dirá qual é o impacto das discussões" que teve no país asiático, onde disse que foi "deixada a porta entreaberta e aguarda de forma fervorosa que a porta para uma solução negociada tenha agora uma grande abertura".

Troca

O chefe dos Assuntos Políticos contou que esta foi "a primeira troca de pontos de vista aprofundada entre o secretariado das Nações Unidas e funcionários do governo de Pyongyang em quase oito anos".

A última vez que Jeffrey Feltman esteve no Conselho foi há duas semanas, na sessão de emergência do órgão que debateu o último teste do míssil balístico intercontinental Hwasong-15.

Feltman descreveu como “longos” os encontros com o ministro de Relações Exteriores da Coreia do Norte e com o vice-ministro da área. Estes  "concordaram que a presente situação na "Península Coreana era a mais tensa e perigosa questão de paz e segurança no mundo atual".

Tempo

O emissário da ONU disse ainda que na capital norte-coreana sublinhou que era preciso evitar qualquer erro político e reduzir o potencial de conflito porque "não há tempo a perder".

O representante reiterou ainda o apelo da ONU a Pyongyang para a implementação total das resoluções do Conselho de Segurança sobre o país.

Feltman frisou que a comunidade internacional estava "empenhada na busca de uma solução pacífica para a situação na Península Coreana e unida na sua oposição à busca de armamento nuclear" pela Coreia do Norte.

O representante reiterou à Coreia do Norte que "é importante abrir ou voltar a abrir os canais técnicos de comunicação, como linhas diretas de militares para militares, para reduzir riscos e dar sinal de intenções para evitar desentendimentos e gerir crises".

Sinais

Ele pediu sinais que de o país está pronto para considerar um maior empenho em conversações que a ONU podia a facilitar se assim fosse desejado. Feltman disse que os seus interlocutores concordaram que a sua visita "era apenas o começo e que o diálogo deve continuar".

Em encontros com representantes da comunidade internacional na Coreia do Norte estes informaram de uma quase iminente "falta de recursos de ajuda humanitária, que pode afetar cidadãos norte-coreanos comuns que precisam de ajuda e generosidade".

Para o chefe dos Assuntos Políticos, em sua carreira esta foi "a mais importante missão que realizou e sentiu a responsabilidade profissional em suas costas" durante o tempo em que esteve na Coreia do Norte.

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