ONU e parceiros lançam apelo de mais de US$ 1,7 mil milhões para Sudão do Sul

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Coordenador do Ocha diz haver "muito coisa em jogo" no conflito de Sudão do Sul; seis milhões de pessoas necessitam de ajuda urgente; situação pode agravar até março próximo.

O Ocha prevê o agravamento da insegurança alimentar no Sudão do Sul, entre janeiro e março de 2018. Foto: Ocha/Gemma Connell

Manuel Matola, da ONU News em Nova Iorque

As Nações Unidas lançaram esta quarta-feira um apelo de mais de US$ 1,7 mil milhões para dar assistência humanitária a seis milhões de pessoas afetadas pelo conflito, desalojamento e insegurança alimentar no Sudão do Sul.

Em comunicado, o coordenador humanitário do Sudão do Sul, Alain Noudéhou, disse haver "necessidade crescente" de auxílio humanitário devido à insegurança alimentar, violência e declínio económico, com impacto na saúde, segurança e meios de subsistência das pessoas necessitadas. 

Mulheres e crianças

O Escritório das Nações Unidas para Assuntos Humanitários, Ocha, no Sudão do Sul, diz precisar de US $ 1,7 mil milhões para fazer face à situação crítica do país e continuar a dar assistência ao Sudão do Sul.

A verba vai servir para dar apoiar, sobretudo, mulheres e crianças, as principais vítimas do conflito.

Desde a eclosão do conflito armado no Sudão do Sul, em dezembro de 2013, cerca de quatro milhões de pessoas foram forçadas a abandonar as suas casas, incluindo 1,9 milhões deslocados internos e 2.1 milhões que se refugiaram nos países vizinhos.

À medida que o conflito continua em algumas partes do país, o número de pessoas com desnutrição aumentou e, caso não haja ações urgentes, milhares de pessoas em diferentes áreas arriscam a passar fome.

O Ocha prevê o agravamento da insegurança alimentar entre janeiro e março de 2018.

Pesquisas nutricionais revelam que aproximadamente metade de todas as crianças do Sudão do Sul abaixo de cinco anos sofrem de desnutrição aguda.

Agradecimento

Apesar desses desafios, a operação humanitária do Sudão do Sul continua a atingir milhões de pessoas em todo o país. Até final de novembro, as organizações de ajuda humanitária conseguiram assistir mais de cinco milhões de sul sudaneses.

O coordenador humanitário do Sudão do Sul agradeceu aos doadores  por terem contribuido com mais de 70% das atividades definidas para 2017.

Noudéhou disse haver "muito coisa em jogo" no conflito de Sudão do Sul e apontou como prioridade desenvolvimento de esforços coordenados para alívio ao sofrimento das pessoas necessitadas.

O responsável garantiu que, mesmo diante dos desafios do Sudão do Sul, as crianças vão permanecer na escola, muitas vão sobreviver a doenças e os meios de subsistência e a esperança dos sul sudaneses serão restaurados.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 16 DE JANEIRO DE 2018
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