Nova onda de violência desloca milhares de centro-africanos

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Pelo menos 32 incidentes foram registados em locais de proteção na semana passada; ONU investiga morte de soldado de paz no terreno horas depois de uma operação de resgate.

Foto: Ocha/Yaye N. Sene

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

A República Centro-Africana regista confrontos que já levaram ao deslocamento de mais de 15 mil pessoas no oeste e centro do país.

Cerca de 5 mil pessoas fugiram para os arredores da cidade de Paoua,  após atos de violência iniciados a 23 de novembro em Pendé, no município de Ouham-Pendé. Em outras 11 aldeias da região houve confrontos entre grupos armados.

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As Nações Unidas anunciaram ainda que uma avaliação da situação humanitária constatou que a maioria das casas foi saqueada e que as instalações de saúde precisam de apoio.

A organização continua a investigar o ataque que esta segunda-feira matou um soldado da paz mauritano e provocou três feridos na área de Bria, no leste.

O porta-voz da Missão da ONU na República Centro-Africana, Minusca, Vladimir Monteiro, disse à ONU News que o ataque ocorreu na entrada de um campo de deslocados horas depois de uma operação de resgate no local.

"Estamos a estabelecer a ligação mas este assassinato aconteceu horas depois da operação. O representante oficial condenou o ocorrido e disse que a Minusca tudo fará para que os responsáveis sejam identificados. Trata-se do 14º capacete azul da Minusca que é morto em ataques atribuídos a grupos armados na República Centro-Africana desde o início do ano 2017."

A ONU destaca que o ambiente tenso continua alto e a ajuda humanitária foi suspensa devido a ameaças dirigidas aos trabalhadores humanitários na área.

A violência também aumentou nas cidades de Dembia e na prefeitura de Mbomou onde 75% das casas foram queimadas e mais de 10 mil pessoas fugiram para a cidade de Rafai.

A subida da violência também foi registada em Ippy, na prefeitura de Ouaka, que levou a população a procurar refúgio em Bambari, a 111 km da área afetada.

Somente durante a semana passada 32 incidentes em locais de proteção foram registados no país.

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