Guterres apreensivo com "escalada acentuada" de ataques no Iémen

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Secretário-geral quer fim de ataques aéreos e de artilharia; nova onda provoca várias mortes e feridos; ações restringem o movimento de pessoas e serviços de socorro.

ONU destaca que equipes médicas não podem chegar aos feridos. Foto: Ocha/P.Kropf

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

O secretário-geral das Nações Unidas pediu às partes em conflito no Iémen que acabem com os ataques aéreos e terrestres.

António Guterres emitiu este domingo uma nota através do seu porta-voz, na qual expressa profunda preocupação com a “escalada acentuada” de confrontos armados e ataques aéreos na capital, Sanaa, e em outras partes do país árabe.

Movimento

O chefe da ONU destaca que os confrontos já resultaram em várias mortes e feridos, que incluem civis, além de restringir o movimento de pessoas e serviços de socorro na capital Sanaa.

O comunicado destaca que ambulâncias e equipes médicas não podem chegar aos feridos e que as pessoas não podem sair para comprar comida e satisfazer outras necessidades.

Os trabalhadores humanitários são incapazes de viajar e implementar programas  essenciais num momento em que milhões de iemenitas dependem de assistência para sobreviver, destaca o comunicado.

De acordo com as Nações Unidas, o surto de violência não pode ocorrer em pior momento para o povo iemenita que está a braços com a maior crise humanitária do mundo.

Aumento de preços

O anúncio da implementação do bloqueio a 6 de novembro ainda não totalmente levantado provoca uma falta significativa de abastecimentos em especial de alimentos e combustível. O resultado foi o aumento de preços, a redução do acesso a alimentos, à água potável e aos cuidados de saúde.

Guterres pede a retomada urgente de todas as importações comerciais, sem as quais milhões de iemenitas correm o risco de passar fome, doenças e morrer em massa.

O chefe das Nações Unidas pediu ainda a todas as partes do conflito que respeitem os seus deveres segundo o direito internacional humanitário e defende ser essencial que os civis estejam protegidos, que os feridos tenham acesso seguro aos cuidados médicos e que todos os lados facilitem o acesso humanitário”.

Conflito

As Nações Unidas estimam que os mais de dois anos de conflito entre o governo e os rebeldes houthis deslocaram cerca de 20,7 milhões de pessoas. Outros cerca de 9,8 milhões de iemenitas precisam de assistência.

O chefe da ONU fecha a nota destacando que não existe uma solução militar para o conflito do Iémen. O apelo a todas as partes envolvidas é que se envolvam e forma significativa com as Nações Unidas na revitalização do processo que inclui negociações sobre um acordo político.

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