FAO empenha-se no combate à seca e mudanças climáticas em Cabo Verde

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Arquipélago está a enfrentar um período crítico de estiagem; em breve, 70 mil pessoas, ou 13% da população cabo-verdiana, podem ser afetadas pelo clima.

O diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, e o ministro da Agricultura de Cabo Verde, Gilberto Correia Carvalho Silva. Foto: FAO

Manuel Matola, da ONU News em Nova Iorque.

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, diz estar "empenhada" em apoiar Cabo Verde a enfrentar um período crítico de seca e os efeitos diretos das mudanças climáticas.

O diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, e o ministro da Agricultura de Cabo Verde, Gilberto Correia Carvalho Silva, discutiram, esta quarta-feira, em Roma, maneiras de desenvolver de forma sustentável o setor agrícola.

Impressões

O dirigente cabo-verdiano falou do encontro que manteve com o chefe da FAO, na sede da agência, na Itália.

"Foi um encontro bastante profícuo como sempre. Tenho tido imenso prazer de me encontrar com o diretor-geral da FAO para trocar as impressões sobre a nossa cooperação. Desta vez, falamos sobre a problemática da seca que está a assolar Cabo Verde neste momento, e da nossa cooperação tendo em consideração a sua mitigação e construção das soluções para a resiliência. Cabo Verde é um país salino que enfrenta também grandes efeitos das mudanças climáticas e precisa rapidamente encontrar soluções para se adaptar a essa nova realidade".

Acordo de Paris

Durante o encontro, o diretor-geral da FAO e o ministro cabo-verdiano elogiaram a decisão histórica da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, COP23. A reunião reconheceu o papel que a agricultura desempenha na implementação do Acordo de Paris.

"Creio que a importância da agricultura para implementação do Acordo de Paris, penso constituir um grande passo do COP23, em Bona. Enquanto país, estamos bastante esperançados no desenvolvimento de cooperação profícua e que ajuda, de facto, os países que mais enfrentam essa problemática a resolver os problemas de forma sustentável. Contamos muito com a cooperação da FAO e de todos os parceiros em prol de uma agricultura sustentável no mundo e que leve de facto os conhecimentos, as parcerias àqueles que mais precisam: as famílias rurais, sobretudo, da pequena agricultura familiar que mais sofre os efeitos das mudanças climáticas".

O Ministério da Agricultura de Cabo Verde estima que, em breve, 70 mil pessoas poderão ser atingidas de forma indireta pelas mudanças climáticas. Este número representa cerca de 13% da população cabo-verdiana.

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