Acnur diz que baixou número de vítimas na rota do Mediterrâneo em 2017

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Agência da ONU analisou dados de várias agências parceiras; apesar de decréscimo, Acnur diz que a realidade sobre número de mortos e desaparecidos na rota marítima do Mediterrâneo pode ser maior que o reportado.

Chegada de migrantes pelo Mediterrâneo. Foto: OIM/Francesco Malavolta (arquivo)

Manuel Matola, da ONU News em Nova Iorque.

Pelo menos 761 pessoas foram dadas como mortas e outras 2.319 desapareceram este ano ao tentar entrar no continente europeu através da rota do Mediterrâneo, que liga a Itália à Líbia.

A Agência da ONU para os Refugiados, Acnur, indicou esta quinta-feira que o número reduziu em relação ao ano passado quando 1.370 pessoas perderam a vida e 3.329 desapareceram ao pretender chegar à Europa usando a mesma via.

Migrantes

O estudo destaca que o número continua alto apesar da diminuição de vítimas entre janeiro de 2016 e novembro deste ano.

Nos últimos 11 meses, 144.396 migrantes utilizaram o Mar Mediterrâneo para sair do continente africano. Em 2016, o número de pessoas que atravessaram a rota para chegar à Europa foi maior que 350 mil.

Ponto de entrada

Os dados do Acnur foram compilados de várias fontes. A agência admite a possibilidade de o número de mortos e desaparecidos poder ser maior que o reportado, apesar do esforço feito no cruzamento de informação de diferentes agências.

De acordo com a ONU, desde 2014 tem havido mais vítimas documentadas naquela rota do que em qualquer outra via de migração a nível mundial.

A rota do Mediterrâneo central, pelo norte da África à Itália, é considerada o ponto primário de entrada para o continente europeu.

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