Tribunal da ONU condena ex-comandante Ratko Mladic à prisão perpétua

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Oficial sérvio-bósnio foi sentenciado por genocídio, crimes de guerra e contra a humanidade durante conflito nos Bálcãs na década de 90.

O ex-comandante sérvio-bósnio, Ratko Mladic. Foto: TPI

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

O Tribunal Penal Internacional para a Ex-Jugoslávia condenou esta quarta-feira o ex-comandante sérvio-bósnio Ratko Mladic à prisão perpétua.

Ele foi sentenciado por genocídio, crimes de guerra e contra a humanidade no conflito bósnio dos anos 90.

Ausência

Mladic foi considerado culpado de um total de 10 da 11 acusações. A única em que foi inocentado referia-se a genocídio em alguns municípios. Ele negou todas as acusações.

O advogado de Mladic disse a agências de notícias que deverá recorrer da sentença lida na ausência do condenado porque foi retirado da sala do tribunal após gritar com o juiz.

De acordo com a corte, o ex-comandante, de 74 anos, liderou as forças no massacre a bósnios-muçulmanos em Srebrenica e no cerco de Sarajevo.

Exemplo 

Reagindo ao veredicto, o alto comissário dos Direitos Humanos emitiu uma nota destacando que a decisão é uma "importante vitória da justiça".

Para Zeid Al Hussein, Mladic esteve à frente de vários dos crimes mais sombrios ocorridos na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, trazendo terror, morte e destruição a milhares de vítimas e tristeza, tragédia e trauma para inúmeras outras.

O chefe dos Direitos Humanos afirmou que "Mladic é o típico exemplo do mal e que o seu julgamento representava o significado da justiça internacional."

Zeid considera a decisão "um aviso para os responsáveis de tais crimes que não vão escapar da justiça, por mais poderosos que sejam, e não importando o tempo que demorar”.

Passado

Mladic começou a ser julgado em 2012. Segundo o tribunal, ele contribuiu de forma significativa para o genocídio em Srebrenica em 1995. Mais de 7 mil homens e crianças bósnios foram assassinados no massacre.

Zeid disse que a condenação de Mladic não vai devolver os entes queridos às suas famílias nem apaga o passado. Mas declarou que "espera de forma fervorosa que o veredicto possa ajudar a contrariar vozes dos que negam esses crimes horríveis ou glorificam aqueles que os cometeram".

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