Iraque e Síria: Mais de 7,5 milhões libertados de territórios retomados do Isil

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Enviado da ONU ao Iraque disse que "vitória histórica" dos iraquianos é também "em nome da comunidade mundial"; missão no país, Unami, condenou explosão de carro-bomba que matou esta terça-feira pelo menos 23 em cidade a mais de 160 km de Bagdá.

Ján Kubis. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

Enviado da ONU ao Iraque disse que "vitória histórica" dos iraquianos é também "em nome da comunidade mundial"; missão no país, Unami, condenou explosão de carro-bomba que matou esta terça-feira pelo menos 23 em cidade a mais de 160 km de Bagdá.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

O representante especial do secretário-geral para o Iraque, Ján Kubis, revelou esta quarta-feira que mais de 7,5 milhões de pessoas foram liberadas das áreas controladas pelo grupo terrorista Estado Islâmico do Iraque no Iraque e na Síria.

No Conselho de Segurança, o representante saudou o governo de Bagdá e os iraquianos pelo que considerou "verdadeira vitória histórica sobre o chamado califado" desde 2014.

Deslocados

Em 17 de novembro, as Forças de Segurança iraquianas recapturaram totalmente o distrito de Rawa, a última área sob o controle de Daesh no Iraque.

Mas Kubis disse que a crise humanitária no país continua a ser uma das maiores e mais voláteis do mundo. Desde o surgimento do Isil, em 2014, 5,8 milhões de civis abandonaram as suas casas e outros 3,2 milhões continuam deslocados.

Somente em outubro, a durante a transferência da autoridade de segurança em áreas em disputa quase 190 mil civis fugiram dos seus lares.

O enviado disse que as autoridades do Iraque, do Curdistão, e a comunidade internacional devem criar condições e garantir a prestação de contas dos responsáveis de crimes  de guerra e contra a humanidade e possível genocídio.

Religão

Sobre as ações terroristas do Isil, Kubis disse que o que chamou reino do terror do grupo na poupou ninguém infligindo sofrimento incalculável a moradores em áreas sob o seu controle.

Ele disse que os malvados do grupo não pararam de matar e aterrorizar as pessoas e falou da destruição deliberada de monumentos culturais e religiosos, em total desrespeito pela história e o islamismo, a religião que esta organização terrorista afirma falsamente representar.

Kubis disse que as autoridades iraquianas e curdas devem investigar todas as violações alegadas e abusos dos direitos humanos cometidos durante as operações de libertação militar.

Mortos

Antes, Kubis condenou "fortemente" o atentado com carro-bomba em Tuz Khurmatu  que esta terça-feira provocou dezenas de mortos e feridos.

Agências de notícias citam forças de segurança como tendo dito que pelo menos 23 pessoas perderam a vida e ouras 60 contraíram ferimentos no incidente ocorrido num mercado da área da província de Salah El Din. O local do ataque está situado a cerca de 160 km de Bagdá.

Táticas

Kubis disse que terroristas voltaram a atacar o país e sabendo que foram derrotados no campo de batalha recorrem ao que chamou de "táticas covardes contra civis inocentes."

Na nota, o representante envia condolências às famílias dos falecidos e deseja pronta recuperação aos feridos. A população da área inclui vários grupos étnicos entre eles curdos, árabes e turcomenos.

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