Exclusiva: Antônio Augusto Cançado Trindade, juiz da ICJ, em Haia

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O juiz que acaba de ser reeleito para a Corte Internacional de Justiça, CIJ, com sede em Haia, diz à ONU News que continuará representando o jusnaturalismo, baseado nos valores da humanidade, para contribuir com a promoção de um mundo mais justo; o magistrado brasileiro recebeu um mandato de mais nove anos, a partir de fevereiro de 2018; eleição ocorreu no Conselho de Segurança e na Assembleia Geral.

Antônio Augusto Cançado Trindade, juiz da Corte Internacional de Justiça. Foto: ONU News

Monica Grayley, da ONU News em Nova Iorque.

O juiz Antônio Augusto Cançado Trindade falou à ONU News sobre sua reeleição para um mandato de mais nove anos na Corte Internacional de Justiça, com sede em Haia, na Holanda.

O jurista, nascido em Minas Gerais e com doutorado pela Universidade de Cambridge, só teve o seu nome confirmado após cinco rodadas de votação, quatro no Conselho de Segurança e a última na Assembleia Geral da ONU, os dois órgãos são encarregados da escolha.

Independência

Além de Cançado Trindade foram reeleitos um juiz da França, Ronny Abraham, e outro da Somália, Abdulqawi Ahmed Yusuf. Já o magistrado do Líbano, Nawaf Salam, recebeu o primeiro mandato também na votação desta quinta-feira, em Nova Iorque.

Cançado Trindade falou sobre a importância da independência dos juízes e disse que continua investindo em suas atividades acadêmicas. Ele participa da Biblioteca Audiovisual da ONU com conferências em áudio sobre direito e sagrou-se campeão de audiência no tema. “Sou o magistrado com o maior número de conferências gravadas”.

As aulas acontecem em espanhol, francês e inglês, mas o jurista afirma que tem intenção de gravar também na sua língua materna o português.

Para ele, aliás, fazer parte do universo lusófono é também uma forma de “independência” num cenário internacional. “Eu tenho muito orgulho de falar a língua portuguesa e sempre digo aos meus amigos: não sou nem francófono, nem anglófono. Não faço parte de nenhum desses grupos. Sou lusófono”, declara.

A relação com a lusofonia faz parte de uma herança, segundo Cançado Trindade, que o influenciou também no próprio ofício do direito. Ele é defensor da tradição jurídica ibérica, uma região que segundo o magistrado da Corte Internacional de Justiça o apoiou em cheio na campanha à reeleição assim como “todos os países da América Latina”.

Acompanhe a conversa com Monica Grayley.

Duração: 5:25″

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 22 DE NOVEMBRO DE 2017
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