Empresas brasileiras analisam mudanças no setor espacial, afirma diplomata

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Especialista em assuntos espaciais e funcionário do Brasil em Viena, Andre Rypl afirma que setor está se transformando e novos atores privados ajudam a formar um quadro mais complexo do que o que existia 50 anos atrás.

Foto: Unoosa

Monica Grayley, da ONU em Nova Iorque.

A exploração do espaço era até alguns anos um assunto de Estados. Mas com a chegada de novas tecnologias, atores privados decidiram estudar o tema montando um novo cenário que deve ser analisado para o futuro.

A declaração foi feita à ONU News pelo especialista em assuntos espaciais e diplomata do Brasil em Viena, Andre Rypl. Ele participou do Fórum sobre Espaço e Desenvolvimento Sustentável, encerrado nesta quinta-feira em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Cadeia de valor

Segundo ele, as mudanças estão sendo analisadas pelo governo e pelo setor privado do país, uma vez que o Brasil tem sido um interlocutor internacional no tema.

"As pessoas no Brasil estão ainda tentando entender, as empresas por exemplo, tentando entender essas mudanças, esse impacto, para verificar como é que o Brasil pode contribuir, se inserir nesta cadeia de valor. Isto pensando no lado econômico. Ou na parte de regulamentação, necessidade de governança disso. Como é que a experiência brasileira pode contribuir. Já que o Brasil sempre teve atividades pacíficas."

Para Andre Rypl, o ambiente tornou-se complexo, mas também com oportunidades. Segundo ele, a tendência é que indivíduos passem a se interessar cada vez mais por missões espaciais.

Asteroides

"As atividades espaciais eram realizadas exclusivamente pelos países. Os países tinham suas agências espaciais (…) E aí nós temos esta nova economia, baseada na internet, que criou vários novos empreendedores com outra mentalidade que se interessaram pela área espacial. Então, você tem o (Elon) Musk, projetos de foguetes, foguetes reutilizáveis, exploração comercial de asteroides. Quer dizer, se tornou um cenário complexo, onde você tem atores privados, você tem companhias, você tem empresas, então se tornou um ambiente complexo, muito mais complexo do que aquilo que foi previsto 50 anos atrás no Tratado do Espaço."

Participaram do evento astronautas, agências espaciais, acadêmicos, representantes de governos e do setor privado.

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